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A autenticidade do cristianismo.



A autenticidade e a necessidade do cristianismo no mundo. 



Ageu, dita 520 anos antes de Cristo: "Porque isto diz o Senhor dos exércitos: Ainda falta um pouco e eu comoverei o céu, e a terra, e o mar, e todo o universo. E moverei todas as gentes: e virá o Desejado de todas as nações" (Ageu 2. 6 e 7).


Há cerca de 2000 anos, mas no tempo de César Augusto, apareceu no nosso mundo uma pessoa maravilhosíssima, operou uma renovação extraordinária nos sistemas religiosos existentes. Quanto ao nascimento e posição, ocupava a de um artista, segundo nos informam os evangelistas. A tradição nos informa talvez, acertadamente, que seguiu, como seu pai adotivo, ofício de carpinteiro. Algumas versões dos Evangelhos confirmam esta tradição.


O mundo, estava esperando intensamente a vinda de alguém de importância, porém não o esperava entre as camadas humildes da sociedade. O aparecimento a que aludimos atraiu, portanto, pouca atenção. Contudo, esse nascimento foi admiravelmente atestado com prodígios, tais como o aparecimento de uma estrela e visões de anjos. Deu-se na época apontada por Daniel (Dn 9.25-27); no lugar indicado por Miqueias (Mq 5.2); na ocasião o recenseamento dos habitantes da Judeia, mandado fazer por Augusto, imperador romano, que demonstrou oficialmente que, tanto da parte da mãe como da do pai, o recém-nascido era da linhagem da casa real de Davi, da tribo de Judá, da família de Abraão, como estava predito claramente nas Escrituras judaicas.


Não é nossa intenção dar os pormenores dos fatos maravilhosos relacionados com o nascimento, vida e morte de Jesus Cristo. Muitos estão cientes disso; e todos têm facilidade de se informarem, caso queiram. Ele declarou nada menos que isto: ser o Filho de Deus; ser um com Deus; enfim, o Messias, "o Desejado de todas as nações", o libertador esperado pelos judeus e pelos gentios.


Não forma parte do nosso propósito argumentar sobre a autenticidade dessas declarações. Muitos as admitem, outros não. Outros ainda têm investigado bem o fundamento em que se apoiam, mas todos admitirão que é um assunto por demais importante para se tratar de forma apressada; nem as provas nem as evidências se poderão aduzir no pouco espaço de que dispomos.


Recomendamos, contudo, àqueles que ainda não estudaram o assunto, fazê-lo desejosos de apurar a verdade. A investigação não é proibida a ninguém. Alguns intelectos mais elevados, verdadeiros luminares da humanidade tais como Milton, Newton e outros têm se entregado a esse estudo e têm aceitado sem reservas a verdade daquelas informações.


Propomos-nos tratar aqui dos fatos históricos e da doutrina que Cristo introduziu e de forma resumida. Jesus asseverou que a sua missão era curar e salvar um mundo cheio de pecado, ser uma luz para os que estavam nas trevas e guiar todos os que seguissem a sua direção para a paz, para a santidade, para o Céu. Passou a vida fazendo bem ao corpo e à alma dos homens, e a propagar, inculcar e explicar as suas doutrinas. Associou-se aos humildes, aos ignorantes, a Os necessitados e aos pecadores. Recusou honras reais quando lhe foram oferecidas, e desprezou toda a ideia de governo ou grandeza secular, como impróprios ao seu reino, que declarava ser de natureza espiritual.


Morreu (contra a expectativa dos seus seguidores) como malfeitor, às mãos do governo romano, por instigação de seus desa-pontados compatriotas, os judeus. Mas disso, tanto Ele, como os profetas antes dele, tinham predito. Tanto na ocasião da sua morte, como na do seu nascimento, ocorreram prodígios, tais como terremoto e escuridão sobrenatural numa ocasião em que, segundo as leis da natureza, era impossível haver eclipse do sol (Todos os eclipses do sol devem suceder por ocasião da lua nova. Jesus Cristo foi crucificado por ocasião da festa da Páscoa, sempre celebrada na lua cheia). Esses prodígios foram relatados às autoridades de Roma e registrados em seus anais...


Para tornar a sua vida mais assinalada na história do mundo (independente da sua importância sob o ponto de vista religioso), Cristo ressurgiu da sepultura, como tinha predito, apesar da guarda romana, e apareceu repetidas vezes a seus amigos e seguidores durante quarenta dias, subindo depois para o Céu na presença deles. A realidade destes fatos é testificada como ainda não o foi outro fato da história. Estes fatos estão citados por testemunhas oculares em não menos de cinco narrações diferentes.


Também muitos outros livros, escritos por pessoas que assistiram aos acontecimentos, se referem a eles e os confirmam. E, o que é digno de nota as testemunhas destes fatos viajaram por terra e por mar para espalharem a notícia, sem lhes descobrirmos nenhum dos motivos que usualmente influem os homens a agir. Eles nada ganharam com as suas asserções, senão perseguição, insultos e desprezo; muitos deles voluntariamente sacrificavam suas vidas como testemunho da sinceridade das suas afirmações e da sua fé.



Repetimos: Nem um fato da história foi comprovado tão abundantemente como os fatos que se prendem à vida, morte e ressurreição de Cristo. Aquele que rejeita estas verdades deve estar preparado para crer: primeiro, que uns cento e vinte indivíduos, pelo menos, se combinaram para espalhar uma falsidade com a qual nada lucrariam, mas que lhes podia ocasionar a perda de tudo que o mundo preza, até a própria vida; segundo, que tais pessoas, se culpadas de falsidade, inculcavam e exerciam a virtude, coisa não comum; terceiro, que todos eles persistiram na afirmação de uma falsidade, sem ninguém descobrir a natureza da conspiração ou combinação (se ela porventura existia); quarto, que muitos deles selaram o seu testemunho com o próprio sangue, quando a simples confissão do seu erro (se tal tivesse sido), lhes teria poupado a vida.


Quem pensais então que está certo - aquele que aceita uma declaração garantida por testemunhas oculares, não contraditadas por aqueles que o teriam feito, se pudessem, ou o homem que rejeita a qualquer testemunho, aceitando todas as conseqüências da rejeição?


Devemos agora deixar os fatos relativos à introdução ao Cristianismo, e considerar, também resumidamente, a natureza da doutrina, ou ensino, introduzido por Cristo, ou seja, o caráter do sistema denominado Cristianismo. Isto, diga-se de passagem, não admite dúvida quanto à sua realidade. Ainda que mal entendido, e, por isso, deturpado, o Cristianismo é um fato cuja existência ninguém terá coragem bastante de negar.


O paganismo era essencialmente sacerdotal. O Cristianismo ensina que não é mais necessário um sacerdócio medianeiro e sacrificador; que Cristo abriu um "caminho novo e vital" de acesso a Deus e convida a todos os seus seguidores a chegarem-se a Ele diretamente por Cristo.


O paganismo, como o judaísmo, impunha continuamente, por qualquer transgressão, sacrifícios sem conta; o Cristianismo ensina que "Cristo foi uma só vez imolado para tirar os pecados de muitos", e que "com uma só oferenda fez perfeitos para sempre aos que tem santificado". Cristo substituiu os ritos, e as oferendas cruéis, custosas e enfadonhas, pela fé, operando por amor a Deus e aos homens.


Em lugar do perdão comprado, o único alcançado entre os pagãos, por meio de oferendas custosas, Cristo ofereceu salvação e perdão gratuitos ao mais pobre, "sem dinheiro e sem preço". Enquanto o paganismo só introduzia os abastados, os sábios, e os grandes nos seus mistérios, Cristo mandou que a sua mensagem fosse levada especialmente aos pobres, aos pecadores e aos simples, e isso mesmo Ele fez.


Longe de permitir a crueldade, Cristo ensinou: "Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia." Longe de louvar a vingança ou o ódio tão comuns entre os pagãos, Cristo ensinou a doutrina até então nunca ouvida. "Eu vos digo: amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos têm ódio, e orai pelos que vos perseguem e caluniam." Ele próprio guiou-nos neste difícil caminho orando pelos seus algozes: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.".



FONTE: AS CATACUMBAS DE ROMA, de Benjamin Scott, p. 57, 58 e 59.

JESUS — SÓ ELE SE ENQUADRA NO PERFIL DO MESSIAS PROMETIDO.




JESUS — E só ELE — ENQUADRA-SE NO PERFIL DO MESSIAS PROMETIDO.


Como podemos ter certeza que Jesus realmente é o Messias prometido?



Centenas de anos antes de Jesus nascer, os profetas predisseram a vinda do Messias, do Ungido, que haveria de redimir o povo de Deus. Na verdade, dezenas dessas profecias do Antigo Testamento criaram um perfil ao qual somente o verdadeiro Messias poderia corresponder. Isso deu a Israel um instrumento para descartar impostores e validar as credenciais do Messias autêntico.


Jesus, e apenas ele em toda a história, enquadrou-se nesse perfil. Isso confirma a identidade de Jesus com um grau incrível de certeza. Nas Escrituras hebraicas, que os cristãos chamam de Antigo Testamento, há inúmeras profecias sobre a vinda do Messias, que seria enviado por Deus para redimir o seu povo.


Na verdade, essas predições constituem um tipo de impressão digital figurativa que somente o Ungido poderia ter. Assim, os israelitas eram capazes de eliminar todos os impostores e validar as credenciais do Messias autêntico.


A palavra grega para "Messias" é Cristo. Mas será que Jesus era realmente o Cristo? Será que ele cumpriu miraculosamente as predições escritas centenas de anos antes do seu nascimento? E como podemos saber se ele foi de fato o único indivíduo em toda a história que satisfez as impressões digitais proféticas? Ao lermos as escrituras entendemos que sim, Jesus é realmente o Messias prometido, ele cumpriu miraculosamente todas as profecias (que foram escritas centenas de anos antes de seu nascimento), ele é o único individuo que se enquadra no perfil do Messias.


Se as pessoas passassem a conhecer melhor as profecias da bíblia a respeito do Messias prometido nas escrituras sagradas, com certeza não teriam duvidas de que Jesus é realmente o Messias profetizado pelos profetas do Antigo Testamento muitos anos antes dele vir ao mundo como homem. Jesus é o único individuo que cumpriu todas as profecias sobre o Messias prometido.


Vamos agora a alguns exemplos destas profecias bíblicas da qual estou falando, e você vai notar o qual exato foi o cumprimento delas na vida de Jesus.


Os profetas do antigo tetamento profetizaram detalhes como seria o nascimento e até mesmo a morte do messias:


------> O profeta Isaías indicou o que o Messias nasceria de uma virgem, e que ele seria o Emanuel, que quer dizer Deus conosco: "Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel." IS 7.14

Isaías também profetizou sobre a sua morte, ele previu que o messias seria crucificado e contado entre os malfeitores:

“…foi contado com os transgressores, contudo, levou sobre si o pecado de muitos…” (Isaías 53.12b).

E nos evangelhos vemos o cuprimento desta profecia, Jesus foi crufificado entre dois ladroes: “E foram crucificados com Ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda” (Mateus 27.38. Veja também Marcos 15.27,28).


Lembremo-nos que livro de Isaías foi escrito a mais de 700 anos antes de Jesus nascer;


-------> Miqueias mostrou o lugar do seu nascimento, indicou que ele nasceria em Belém: "E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade." Miquéias 5:2



-------> Em Gênesis e Jeremias vemos algumas predições de que ele seria descendente de Abraão, Isaque e Jacó, e viria da tribo de Judá, da família de Davi;



-------> Em Salmos vemos que ele seria traído, e que ele sofreria muito, seria acusado por testemunhas falsas, e que seria sua transpassado nas mãos e nos pés e em sua ressurreição ele não se decomporia, mas ascenderia ao céu, e assim por diante.



-------> Isaías 53, foi escrito mais de 700 anos antes de Jesus andar pela terra. De modo claro e específico, numa predição assombrosa envolta em bela poesia, Isaías relata um Messias que haveria de sofrer e morrer pelos pecados de Israel e do mundo:


Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca [...]. Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores. Isaías 53:3-12


Sabemos que Isaías foi escrito a aproximadamente 700 anos antes do nascimento de Jesus, ele se encaixa tão bem nesta profecia que é impossível lermos Isaías 53 e não nos lembrarmos imediatamente da pessoa de Jesus!


A bíblia não relata apenas uma meia duzia de profecias, mas, há uma quantidade  bem grande de profecias a respeito do Messias, e todas apontam para uma unica pessoa JESUS CRISTO. Seria praticamente impossível ele cumprir todas estas profecias, se ele não fosse realmente o messias, mas ele cumpriu cada uma delas, provando que ele é o messias enviado por Deus, o qual os profetas antigos profetizaram acerca dele. Jesus cumpriu com exatidão todas as profecias acerca do messias prometido.


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Fiquem na paz do Senhor! Até logo!


Como podemos ter certeza que Jesus realmente é o Messias prometido




JESUS — E só ELE — ENQUADRA-SE NO PERFIL DO MESSIAS PROMETIDO.



Como podemos ter certeza que Jesus realmente é o Messias prometido?



Centenas de anos antes de Jesus nascer, os profetas predisseram a vinda do Messias, do Ungido, que haveria de redimir o povo de Deus. Na verdade, dezenas dessas profecias do Antigo Testamento criaram um perfil ao qual somente o verdadeiro Messias poderia corresponder. Isso deu a Israel um instrumento para descartar impostores e validar as credenciais do Messias autêntico. Dentro de possibilidades infinitamente pequenas — uma em um trilhão elevado à décima quinta potência — Jesus, e apenas ele em toda a história, enquadrou-se nesse perfil. Isso confirma a identidade de Jesus com um grau incrível de certeza.



Nas Escrituras hebraicas, que os cristãos chamam de Antigo Testamento, há inúmeras profecias sobre a vinda do Messias, que seria enviado por Deus para redimir o seu povo. Na verdade, essas predições constituem um tipo de impressão digital figurativa que somente o Ungido poderia ter. Assim, os israelitas eram capazes de eliminar todos os impostores e validar as credenciais do Messias autêntico.



A palavra grega para "Messias" é Cristo. Mas será que Jesus era realmente o Cristo? Será que ele cumpriu miraculosamente as predições escritas centenas de anos antes do seu nascimento? E como podemos saber se ele foi de fato o único indivíduo em toda a história que satisfez as impressões digitais proféticas? Ao lermos as escrituras entendemos que sim, Jesus é realmente o Messias prometido, ele cumpriu miraculosamente todas as profecias (que foram escritas centenas de anos antes de seu nascimento), ele é o único individuo que se enquadra no perfil do Messias.



Veja abaixo a entrevista de entrevista que Lee Stronbel (ex-ateu) fez com Louis S. Lapides (judeu convertido ao cristianismo e mestre em teologia). 



Normalmente, a igreja seria um lugar natural para questionar alguém a respeito de uma questão bíblica. Mas quando me sentei na companhia do pastor Louis Lapides no santuário de sua congregação, logo após o culto dominical matutino, senti que havia algo diferente ali. Aquele cenário, com bancos e vitrais, não era exatamente o lugar onde normalmente encontraríamos um jovem judeu de Newark, Nova Jersey.



Mas era esse o seu histórico. Para alguém com uma herança dessas, saber se Jesus era o Messias tão esperado vai muito além da teoria. É algo muito pessoal, por isso procurei Lapides para ouvir a história de sua investigação particular dessa questão crítica.



Lapides é formado em teologia pela Universidade Batista de Dallas e é mestre em teologia do Antigo Testamento e em estudos semíticos pelo Seminário Teológico Talbot. Serviu durante dez anos nos Chosen People Ministries, falando de Jesus a estudantes judeus. Lecionou no departamento de Bíblia da Biola University e trabalhou durante sete anos como instrutor nos seminários da Walk Through the Bible. É também ex presidente de uma rede nacional de 15 congregações messiânicas.



Lapides é magro, usa óculos, tem a fala serena, mas sorri com facilidade. Foi com muita simpatia e polidez que ele me conduziu a uma cadeira próximo da entrada da Beth Ariel Fellowship, em Sherman Oaks, na Califórnia. Eu não queria começar logo de imediato a discutir nuanças bíblicas; em vez disso, pedi-lhe que me narrasse a história de sua jornada espiritual.



Ele cruzou as mãos sobre o colo e fitou as paredes de madeira escura por um momento, enquanto pensava por onde começar. Depois, passou a contar uma história extraordinária que nos levou de Newark para Greenwich Village, do Vietnã a Los Angeles, do ceticismo à fé, do judaísmo ao cristianismo, de um Jesus sem importância ao Jesus Messias.



— Como você sabe, vim de uma família judia — disse ele inicialmente. — Freqüentei uma sinagoga conservadora durante sete anos em preparação para o bar mitzvah. Embora considerássemos os estudos preparatórios muito importantes, a religião de minha família não afetava muito nossa vida cotidiana. Não deixávamos de trabalhar no sábado; nem sequer seguíamos a dieta kasher. Ele sorriu. — Porém, nos dias santos, íamos à sinagoga mais ortodoxa, porque meu pai achava que era ali que tínhamos de ir se quiséssemos levar Deus realmente a sério!



Quando interrompi para perguntar o que seus pais haviam lhe ensinado sobre o Messias, Lapides foi lacônico. — Nunca tocaram no assunto — disse ele sem se alterar. Era inacreditável. Achei que não havia entendido. — O senhor quer dizer que o assunto nem sequer era discutido? — perguntei. — Nunca — ele reiterou. — Não me lembro nem mesmo de estudar a questão na escola judaica.



Era surpreendente. — E quanto a Jesus? — perguntei. — Falavam a respeito dele? Mencionavam seu nome? — Só pejorativamente — respondeu Lapides. — Basicamente, nunca discutíamos sobre ele. Minhas impressões sobre Jesus formaram-se pelo que eu via nas igrejas católicas: a cruz, a coroa de espinhos, o lado perfurado, o sangue escorrendo da testa. Não fazia sentido para mim. Por que adorar um homem crucificado com pregos nas mãos e nos pés? Nunca achei que Jesus tivesse alguma relação com o povo judeu. Para mim, ele era o deus dos gentios.



Eu suspeitava que as atitudes de Lapides em relação aos cristãos tinham ido além de mera confusão sobre sua fé. — O senhor achava que os cristãos estavam na raiz do antisemitismo? — indaguei. — Víamos os gentios como sinônimo de cristãos, e éramos instruídos a ser cautelosos, porque poderia haver anti-semitismo entre os gentios — disse ele com um tom um tanto diplomático.



Procurei aprofundar um pouco mais a questão. — O senhor diria que acabou desenvolvendo algumas atitudes negativas em relação aos cristãos? Dessa vez, ele não pesou as palavras. — Foi de fato o que aconteceu — disse ele. — Na verdade, quando o Novo Testamento me foi apresentado pela primeira vez, mais tarde, achava que seria simplesmente um manual básico de anti-semitismo: como odiar os judeus, como matá-los, como massacrá-los. Achava que o Partido Nazista Americano poderia utilizá-lo tranqüilamente como manual.



Balancei a cabeça, triste em saber quantas crianças teriam crescido achando que os cristãos eram seus inimigos. Começa a busca espiritual Lapides conta que vários incidentes minaram sua fidelidade ao judaísmo durante sua fase de crescimento. Curioso acerca dos detalhes, pedi-lhe que se estendesse um pouco mais, e ele de imediato passou a falar do que foi claramente o episódio mais doloroso de sua vida.



— Meus pais se divorciaram quando eu tinha 17 anos — disse ele, e, surpreendentemente, depois de todos esses anos, dava ainda para perceber a mágoa em sua voz. — Foi como uma punhalada na fé que eu trazia no coração, fosse ela do jeito que fosse. Pensei: "Onde é que Deus entra nisso? Por que não procuraram aconselhamento com um rabino? Para que serve a religião se, na prática, é incapaz de ajudar as pessoas?" Era óbvio que ela era incapaz de preservar o relacionamento dos meus pais.



Quando se separaram, senti como se tivesse perdido uma parte de mim. Além disso, no judaísmo, eu não sentia que tivesse uma relação pessoal com Deus. Participei de inúmeras cerimônias e tradições muito bonitas, mas era o Deus distante e alienado do monte Sinai que dizia: "Eis aqui a minha lei; viva por ela, e você se dará bem. Até mais tarde". Eu, então um adolescente com os hormônios em ebulição, me perguntava: "De que modo Deus participa das minhas dificuldades? Será que ele me considera um indivíduo?" Eu achava que não.



O divórcio deu lugar a um tempo de rebelião. Seduzido pela música e influenciado pelos escritos de Jack Kerouac e Timothy Leary, Lapides passou muito tempo nos barzinhos de Greenwich Village e não tinha tempo para a escola, tornando-se refém da bebida. Em 1967, estava do outro lado do mundo, a bordo de um navio cuja volatilidade da carga — munições, bombas, foguetes e outros explosivos — fazia dele um alvo tentador para os vietcongues.



— Lembro-me de que fomos informados no Vietnã de que "20% de vocês provavelmente serão mortos, e os outros 80% vão contrair alguma doença venérea ou ficarão viciados em bebidas alcoólicas ou drogas". Minhas chances de voltar normal não chegavam a 1%. Foi um tempo terrível. Vi muito sofrimento. Vi companheiros voltando para casa em caixões. Vi a devastação causada pela guerra. E encontrei anti-semitismo entre alguns fuzileiros. Uns que eram do Sul até queimaram uma cruz, certa noite. É possível que eu quisesse distanciar-me da minha identidade judaica, e talvez por isso comecei a envolver-me com religiões orientais.



Lapides lera livros sobre filosofias orientais e visitara templos budistas quando passou pelo Japão. — Fiquei extremamente incomodado com o mal que vi e tentei descobrir como a fé pode enfrentá-lo — ele me disse. — Eu costumava dizer: "Se existe um Deus, não me importa se o encontro no monte Sinai ou no monte Fuji. Vou ficar com ele de qualquer jeito".



Ele sobreviveu ao Vietnã, voltando para casa viciado em maconha e planos de se tornar sacerdote budista. Tentou levar o estilo de vida ascético de autonegação, esforçando-se por se livrar do carma ruim das más ações do passado, mas logo percebeu que nunca conseguiria compensar tudo o que fizera de errado.



Lapides ficou em silêncio por algum tempo. — Fiquei deprimido — ele continuou. — Lembro-me de tomar o metrô e pensar: "Talvez atirar-me nos trilhos seja a resposta. Eu podia ficar livre desse corpo e fundir-me com Deus". Estava muito confuso. Para piorar as coisas, comecei a experimentar LSD. À procura de um novo começo, ele decidiu mudar para a Califórnia, onde continuou sua busca espiritual.



— Fui a encontros budistas, mas eles eram vazios — ele contou. — Os budistas chineses eram ateus, os budistas japoneses adoravam estátuas de Buda, o zen-budismo era muito difuso. Fui a reuniões da cientologia, mas eles eram muito manipuladores. Os hindus acreditavam que os deuses cultivavam todas essas orgias loucas e em deuses que eram elefantes azuis. Nada disso fazia sentido; nada me satisfez.



Ele chegou até a acompanhar amigos a reuniões com características satanistas. — Eu olhava e pensava: "Tem algum poder em ação aí, e não é um poder bom". Mergulhado em meu mundo alucinado por drogas, eu dizia aos meus amigos que acreditava que existe um poder maligno que é maior que eu, que pode agir em mim, que existe como entidade. Tinha visto mal suficiente na vida para crer nisso. Olhou para mim com um sorriso irônico: — Creio que aceitei a existência de Satanás antes de aceitar a de Deus. "Não consigo crer em Jesus"



O ano era 1969. A curiosidade de Lapides levou-o a visitar Sunset Strip para ver um evangelista que se acorrentara a uma cruz de dois metros e meio de altura, para protestar contra os donos de bares que tinham conseguido proibi-lo de trabalhar nas ruas. Ali, na calçada, Lapides encontrou alguns cristãos que começaram uma discussão sobre coisas espirituais com ele. Com certa arrogância, começou a esbanjar filosofia oriental. — Não existe Deus lá em cima — ele dizia, apontando para o céu. — Nós somos Deus. Eu sou Deus. Vocês são Deus. Vocês só precisam aceitar isso.



— Bem, se você é Deus, por que não cria uma pedra? — alguém lhe perguntou. — Faça alguma coisa aparecer. É isso o que Deus faz. Lapides, com a mente anuviada pelas drogas, imaginou que estava segurando uma pedra. — Muito bem, então vejam, aqui está uma pedra — ele disse, estendendo a mão vazia.



O cristão zombou dele. — Essa é a diferença entre você e o Deus verdadeiro — ele disse. — Quando Deus cria algo, todos podem vê-lo. É objetivo, não subjetivo. Isso calou fundo em Lapides. Depois de pensar no assunto por algum tempo, disse a si mesmo: "Quando eu encontrar Deus, ele terá de ser objetivo. Estou cheio dessa filosofia oriental que diz que está tudo na minha mente e que posso criar minha realidade. Deus deve ser uma realidade objetiva se quiser ter significado além da minha imaginação".



Quando um dos cristãos mencionou o nome de Jesus, Lapides tentou se desvencilhar com sua resposta padrão: — Sou judeu. Não posso crer em Jesus. Nisso um pastor entrou na conversa. — Você conhece as profecias sobre o Messias? — ele perguntou. Lapides foi apanhado desprevenido. — Profecias? Nunca ouvi falar delas.



O pastor deixou Lapides perplexo, citando algumas predi-ções do Antigo Testamento. "Um momento!", pensou. "Ele está citando minhas Escrituras hebraicas! Como Jesus pode estar nelas?" Quando o pastor lhe ofereceu uma Bíblia, Lapides se manteve cético. — O Novo Testamento está aí dentro? — perguntou. O pastor fez que sim com a cabeça. — Está bem, vou ler o Antigo Testamento, mas não vou nem abrir o Novo — disse.



Novamente ele ficou surpreso com a resposta do pastor. — Está bem. Leia apenas o Antigo Testamento e peça ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de Israel, que lhe mostre se Jesus é o seu Messias. Porque eu sei que ele é. Ele veio primeiro para o povo judeu, para depois se tornar o salvador do mundo.



Para Lapides, essas eram informações novas. Informações intrigantes. Informações surpreendentes. Ele voltou ao seu apartamento, abriu o Antigo Testamento no primeiro livro, Gênesis, e se pôs a procurar Jesus entre palavras que tinham sido escritas centenas de anos antes de o carpinteiro de Nazaré ter nascido. "Transpassado por causa das nossas transgressões" — Não demorou muito — Lapides relatou — e eu estava lendo o Antigo Testamento todos os dias e encontrando uma profecia após outra.



Por exemplo, Deuteronômio falava de um profeta maior que Moisés, que viria e a quem deveríamos dar ouvidos. Pensei: "Quem pode ser maior que Moisés?". Tudo indicava que se tratava de uma referência ao Messias; alguém tão grande e respeitado como Moisés, mas um professor maior, com autoridade maior. Agarrei-me nisso e continuei procurando por ele.



Lapides foi avançando pela Escritura, até ficar paralisado por Isaías 53. De modo claro e específico, numa predição assombrosa envolta em bela poesia, aqui havia um quadro de um Messias que haveria de sofrer e morrer pelos pecados de Israel e do mundo; tudo escrito mais de 700 anos antes de Jesus andar pela terra.

Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca [...]. Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores. Isaías 53:3-12



Lapides reconheceu o quadro imediatamente: era Jesus de Nazaré! Agora ele estava começando a entender as pinturas que vira nas igrejas católicas em que entrara quando criança: Jesus sofredor, Jesus crucificado, Jesus que ele agora percebia que tinha sido "transpassado por causa das nossas transgressões", que "levou o pecado de muitos".



Os judeus no Antigo Testamento procuravam pagar por seus pecados por meio de um sistema de sacrifícios de animais, mas aqui estava Jesus, o supremo Cordeiro sacrificial de Deus, que pagou pelo pecado de uma vez por todas. Aqui estava a personificação do plano de redenção de Deus. Essa descoberta foi tão estupenda, que Lapides podia chegar apenas a uma conclusão: era uma fraude! Ele concluiu que os cristãos tinham reescrito o Antigo Testamento e distorcido as palavras de Isaías para fazer como se o profeta tivesse previsto a vinda de Jesus.



Lapides se propôs a desmascarar a fraude. — Pedi à minha madrasta que me enviasse uma versão do Antigo Testamento em hebraico, para que eu mesmo pudesse comprová-lo — ele me disse. — Ela enviou, e adivinhe! Descobri que lá dizia a mesma coisa! Agora eu tinha mesmo de encarar o fato. Jesus é judeu.



Uma após outra Lapides encontrou profecias no Antigo Testamento; mais de 48 predições, no total. Isaías indicou o modo do nascimento do Messias (de uma virgem); Miquéias mostrou o lugar do seu nascimento (Belém); Gênesis e Jeremias especificaram sua ascendência (descendente de Abraão, Isaque e Jacó, da tribo de Judá, da família de Davi); os Salmos predisseram a traição que sofreria, sua acusação por testemunhas falsas, o modo da sua morte (transpassado nas mãos e nos pés, apesar de a crucificação ainda não ter sido inventada) e sua ressurreição (ele não se decomporia, mas ascenderia ao céu), e assim por diante.



Cada uma dessas profecias retirou um pouco do ceticismo de Lapides, até finalmente ele sentir-se disposto a dar um passo drástico. — Decidi abrir o Novo Testamento e ler apenas a primeira página — ele disse. — Com as mãos tremendo, lentamente virei as páginas de Malaquias para Mateus, olhando para o céu, para ver se algum raio iria me atingir!



As primeiras palavras de Mateus pareciam saltar da página: "Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão...". Os olhos de Lapides se arregalaram quando lembrou a primeira vez em que leu essa frase. — Pensei: "Incrível! Filho de Abraão, filho de Davi": estava tudo se encaixando! Passei para as narrativas do nascimento e, veja só: Mateus está citando Isaías 7.14: "A virgem ficará grávida e dará à luz um filho".



Depois vi que ele citava o profeta Jeremias. Fiquei ali pensando: "Você sabe, todos estes são judeus. Onde entram os gentios na história? O que está acontecendo aqui?" Não consegui mais parar de ler. Li os quatro evangelhos e entendi que eles não eram o manual do Partido Nazista Americano; era a ação de Jesus no meio da comunidade judaica. Passei para o livro de Atos e — incrível! — eles estavam discutindo como os judeus podiam contar a história de Jesus aos gentios. Os papéis estavam invertidos!



As profecias cumpridas foram tão convincentes que Lapides começou a dizer aos seus conhecidos que achava que Jesus era o Messias. Na época, isso era uma mera possibilidade intelectual para ele, mas as implicações eram muito sérias. — Entendi que, para aceitar a Jesus em minha vida, teria de haver algumas mudanças significativas na maneira como eu estava vivendo — explicou. — Teria de encarar de modo diferente as drogas, o sexo etc. Eu não tinha entendido que Deus me ajudaria a fazer essas mudanças; achava que eu mesmo tinha de limpar a minha vida.



Epifania no deserto 



Lapides e alguns amigos partiram para o deserto de Mojave. Espiritualmente ele se sentia em meio a um conflito. Tivera pesadelos com cães atacando-o de várias direções ao mesmo tempo. Sentado entre os arbustos do deserto, lembrou-se das palavras que alguém dissera em Sunset Strip: "Ou você está do lado de Deus ou do lado de Satanás".



Ele cria na corporificação do mal; e não era desse lado que queria ficar. Assim, Lapides orou: "Deus, tenho de chegar ao fim desta luta. Tenho de saber sem sombra de dúvida se Jesus é o Messias. Preciso saber se tu, como Deus de,Israel, queres que eu creia nisso". Enquanto me contava a história, Lapides hesitou, sem saber como pôr em palavras o que aconteceu em seguida. Ficou em silêncio alguns momentos. Depois disse:



— O melhor que posso dizer daquela experiência é que Deus falou objetivamente ao meu coração. Ele me convenceu, de modo experimental, de sua existência. E naquele instante, lá no deserto, eu disse em meu coração: "Deus, eu aceito a Jesus em minha vida. Não entendo o que devo fazer com ele, mas eu o quero. Consegui estragar a minha vida; preciso que o senhor me transforme".



E Deus começou a fazer isso, em um processo que continua até hoje. Ele explicou: — Meus amigos sabiam que minha vida tinha mudado e não conseguiam entender como. Eles diziam: "Alguma coisa aconteceu com você no deserto. Você não quer mais saber de drogas. Há algo diferente em você". Então eu respondia: "Bem, não sei explicar o que aconteceu. Tudo o que sei é que há alguém na minha vida, e é alguém santo, justo, que é fonte de pensamentos positivos sobre a vida, e eu me sinto muito bem". Essa última frase parecia dizer tudo. — Eu me sinto inteiro, novo, de um modo como nunca me senti antes [...].



Respostas a objeções



Lapides terminou sua história e recostou-se na cadeira. Não tive pressa em retomar a conversa. O santuário transmitia paz; o sol da Califórnia reforçava as cores vermelha, amarela e azul dos vitrais. Fiquei pensando na força da história de uma pessoa que encontrou a fé. Estava maravilhado com essa saga de guerra e drogas, de Greenwich Village, Sunset Strip e um deserto isolado, que à primeira vista não tinham ligação com o pastor atencioso de fala mansa sentado à minha frente.



Contudo, eu não queria ignorar as perguntas óbvias que sua história levantava. Com a permissão de Lapides, comecei fazendo aquela que estava em primeiro lugar em minha mente: — Se as profecias foram tão evidentes para você e apontavam de modo tão inquestionável para Jesus, por que mais judeus não o aceitam por Messias?



Era uma pergunta que Lapides se fizera muitas vezes durante essas três décadas desde que fora desafiado por um cristão a pesquisar as Escrituras hebraicas. — No meu caso, tomei tempo para lê-las — ele replicou. — É surpreendente, mas, apesar de os judeus serem conhecidos por seus estudos, nessa área há muita ignorância. Além disso, existem organizações anti missionárias que realizam conferências nas sinagogas para tentar provar que as profecias messiânicas têm outras interpretações.



Os judeus as ouvem e usam como desculpa para não estudar as profecias pessoalmente. Dizem: "O rabino me disse que não é nada disso". Eu lhes pergunto: "Você acha que o rabino levantou objeções que os cristãos já não ouviram antes? Estou querendo dizer que os estudiosos trabalham nisso há centenas de anos! Há muita literatura e respostas cristãs convincentes a esses desafios". Se alguém mostra interesse, eu o ajudo a avançar.



Perguntei sobre o ostracismo que um judeu enfrenta quando se torna cristão. — Isso realmente acontece — ele assentiu. — Algumas pessoas não se deixam conquistar pelas profecias messiânicas porque têm medo das repercussões: a provável rejeição pela família e pela comunidade judaica. Isso não é fácil de encarar. Pode acreditar, eu sei o que é isso!




FONTE: Livro Em defesa de Cristo - Lee Strobel - Editora Vida




PODE-SE CONFIAR NAS BIOGRAFIAS DE JESUS?

PODE-SE CONFIAR NAS BIOGRAFIAS DE JESUS?



Entrevista que Lee Strombel fez com Craig Blomberg (do livro Em Defesa de Cristo)


PODE-SE CONFIAR NAS BIOGRAFIAS DE JESUS?

Antes eu pensava que os evangelhos não passavam de propaganda religiosa, comprometidos pela imaginação e zelo evangelístico dos seus escritores. Contudo, Craig Blomberg, uma das principais autoridades do país sobre o assunto, montou uma defesa convincente de que eles refletem o testemunho ocular e trazem as marcas inconfundíveis da exatidão. Essas biografias são tão próximas dos fatos que não podem ser explicadas como invenções lendárias. De fato, as noções fundamentais dos milagres, ressurreição e divindade de Jesus remontam ao alvorecer do movimento cristão.

O SOFRIMENTO DE JESUS


O SOFRIMENTO DE JESUS


Trecho da entrevista de Lee Strobel com Dr. Alexander Metherell, M.D., Ph.D. (esta entrevista está no livro em Defésa de Cristo de Lee Strombel)

A agonia da cruz


Por mais desagradável que fosse a descrição do açoitamento, eu sabia que um testemunho ainda mais  repugnante estava por vir. Os historiadores são unânimes em dizer que Jesus sobreviveu à flagelação
daquele dia e foi até a cruz — onde o processo era fatal. Em nossos dias, quando criminosos são imobilizados e executados com injeções de veneno, ou por meio de choque elétrico, ou com um tiro na nuca, as circunstâncias estão todas sob controle. A morte vem de modo rápido e previsível. Médicos acompanham e certificam cuidadosamente a morte da vítima. Bem próximas, testemunhas avaliam tudo do começo ao fim.

Lee Strobel:
No entanto, que certeza se tinha da morte por essa forma cruel, lenta e bastante inexata de execução chamada crucificação? Na verdade, a maioria das pessoas não sabe como a cruz mata suas vítimas. E sem um médico preparado para atestar oficialmente que Jesus morrera, poderia ele ter passado pela experiência, brutalizado e ensanguentado, mas ainda vivo? Comecei a desembrulhar esses assuntos.— O que aconteceu quando Jesus chegou no lugar da crucificação? — perguntei.

Alexander Metherell:
— Ele deve ter sido deitado de costas, para que suas mãos pudessem ser pregadas em posição estendida na viga horizontal. Essa viga era chamada patibulum, até então separada da viga vertical, que estava fixada no chão de modo permanente.

Por que as mulheres foram ao túmulo de Jesus? Qual foi a importância do testemunho delas?


Por que as mulheres foram ao túmulo de Jesus? Qual foi a importância do testemunho delas?


O fato de os evangelhos informarem que foram mulheres que descobriram o túmulo reforça a autenticidade da história (testemunho de uma mulher não tinha valor para os judeus, mas mesmo assim elas aparecem na narrativa bíblica, se os discípulos estivessem forjando provas, com certeza, nem mencionariam as mulheres em seus relatos)



Trecho da entrevista que Lee Strobel fez com William Lane Craig. (esta entrevista está no livro em Defésa de Cristo de Lee Strombel)

Lee Strobel: 

— Podemos confiar nas testemunhas? Os evangelhos concordam entre si que o túmulo vazio foi descoberto por mulheres que eram amigas e seguidoras de Jesus. Isso, porém, na opinião de Martin, lança suspeitas sobre o testemunho delas, pois "provavelmente elas não foram observadoras objetivas". Por isso coloquei a seguinte pergunta para Craig: — Será que o relacionamento dessas mulheres com Jesus pode pôr em dúvida a confiabilidade do testemunho delas?
Sem saber, eu tinha ido ao encontro do pensamento dele.

Craig:

— Na verdade, esse argumento se volta contra as pessoas que o usam — ele respondeu.
— Com certeza essas mulheres eram amigas de Jesus. Mas para quem conhece o papel das mulheres na sociedade judaica do século i, é realmente extraordinário que essa história reporte que mulheres descobriram o túmulo vazio. As mulheres estavam em um nível muito baixo na escala social da Palestina do século I. Há antigas declarações de rabinos dizendo o seguinte: "É preferível que as palavras da Tora sejam queimadas do que entregues a mulheres", e: "Feliz é quem tem filhos, mas ai de quem tem filhas". O testemunho das mulheres era considerado tão sem valor que elas não eram nem admitidas como testemunhas em um tribunal judaico. Em vista disso, é realmente notável que as principais testemunhas do túmulo vazio sejam essas mulheres que eram amigas de Jesus. Qualquer relato lendário posterior certamente teria colocado os discípulos descobrindo o túmulo — Pedro e João, por exemplo. O fato de mulheres serem as primeiras testemunhas do túmulo vazio é explicado de modo mais plausível em vista de que, gostemos ou não, foram elas que de fato encontraram o túmulo vazio! Isso mostra que os escritores dos evangelhos registraram fielmente o que aconteceu, mesmo sendo-lhes embaraçoso. Isso fala a favor da historicidade dessa tradição, e não da sua condição de lenda.

Lee Strobel: 

Por que as mulheres foram ao túmulo? A explicação de Craig, no entanto, deixou outra pergunta em aberto: por que as mulheres iriam ungir o corpo de Jesus se sabiam que seu túmulo estava bem fechado? — Será que as ações delas realmente fazem sentido? — perguntei.
Craig pensou por um instante antes de responder — desta vez não no tom em que costuma falar em debates, e sim em um tom mais brando.

Craig:

— Lee, eu realmente acho que os estudiosos que não fazem ideia do amor e da devoção que essas mulheres tinham por Jesus não deveriam se pronunciar sobre o que elas queriam fazer. Em relação a pessoas que estão de luto, que perderam alguém que seguiam e amavam desesperadamente, aponto de quererem visitar o túmulo na última esperança de ungir o corpo, eu simplesmente não creio que um crítico posterior possa tratá-las como robôs e dizer: "Elas não deviam ter ido". 
Ele deu de ombros. — Quem sabe elas achassem que haveria homens por perto que poderiam remover a pedra. Se havia guardas, pode ser que contassem com eles. Eu não sei. Com certeza a idéia de visitar um túmulo para derramar óleo sobre um corpo é uma prática judaica antiga comprovada; a única pergunta é quem elas achavam que poderia tirar a pedra. E não creio que tenhamos condições de decidir se elas não deviam simplesmente ter ficado em casa.


Principais profecias do A.T. que se cumpriram em Jesus





Principais profecias do A.T. que se cumpriram em Jesus

As Profecias Referentes a Cristo no AT. 


Já foi feita uma estimativa de que várias centenas de profecias relacionadas a Cristo já se cumpriram em seu primeiro advento. Arthur T. Pierson (1837-1911) afirmou que há 332 referências a Cristo no AT que foram expressamente citadas no NT como rofecias cumpridas durante a sua vida e ministério, ou como previsões de seu caráter.


Somente um Deus onisciente e onipotente poderia predizer seguramente tantos acontecimentos e detalhes, e fazê-los acontecer e se cumprir com exatidão, como aconteceu. Algumas das profecias mais importantes, cumpridas em Jesus Cristo, foram relacionadas abaixo:


Génesis 3.15 - a semente de uma mulher [de um homem em nascimentos normais] e a derrota de Satanás.


Génesis 12.1-3,7 - a semente de Abraão, através de quem todas as famílias da terra serão abençoadas; cf. Gálatas 3.16; Atos 3.25.


EVIDÊNCIAS DA RESSURREIÇÃO


EVIDÊNCIAS DA RESSURREIÇÃO

Entrevista de lee Strobel com Willian Lane Craig (esta entrevista está no livro em Defésa de Cristo de Lee Strombel). 


William Lane Craig apresenta evidências impressionantes de que o símbolo da Páscoa — o túmulo vazio de Jesus — foi uma realidade histórica. O túmulo vazio é mencionado ou está implícito em fontes extremamente antigas, como o evangelho de Marcos e o credo de 1 Coríntios 15:3-8, que provêm de tão perto do evento que não podem ter sido produto de uma lenda. O fato de os evangelhos informarem que foram mulheres que descobriram o túmulo reforça a autenticidade da história (testemunho de uma mulher não tinha valor para os judeus, mas mesmo assim elas aparecem na narrativa bíblica, se os discípulos estivessem forjando provas, com certeza, nem mencionariam as mulheres em seus relatos).

O lugar onde Jesus foi enterrado era do conhecimento de cristãos e judeus, portanto poderia ser conferido pelos céticos. Na verdade, ninguém, nem mesmo as autoridades romanas ou os líderes judaicos, jamais afirmaram que o túmulo ainda continha o corpo de Jesus. Pelo contrário, eles foram forçados a inventar a história absurda de que os discípulos, apesar de não terem nem motivo nem oportunidade, tinham roubado o corpo — uma teoria em que nem os céticos mais críticos acreditam hoje em dia.

A MORTE DE JESUS NÃO FOI UMA FRAUDE

A MORTE DE JESUS FOI UMA FRAUDE?



A MORTE DE JESUS NÃO FOI UMA FRAUDE, ELA REALMENTE ACONTECEU




Trecho da entrevista de Lee Strobel com Dr. Alexander Metherell, M.D., Ph.D. (a entrevista está no livro em Defesa de Cristo de Lee Strobel)

Analisando as informações médicas e históricas, o Dr. Alexander Metherell concluiu que Jesus não poderia ter sobrevivido à tortura terrível da crucificação, muito menos à ferida que foi aberta em seu pulmão e coração. A idéia de que ele, de alguma forma, desmaiou na cruz e fingiu estar morto não tem nenhuma base factual. Os executores romanos eram horrivelmente eficientes, sabendo que poderiam ser mortos se alguma das suas vítimas descesse viva da cruz. E, mesmo que Jesus tivesse sobrevivido à tortura, sua condição deplorável jamais teria inspirado um movimento mundial baseado na premissa de que ele triunfou gloriosamente do túmulo.

JESUS ESTAVA REALMENTE CONVICTO DE QUE ERA O FILHO DE DEUS?


O FILHO DE DEUS


Indo até às primeiras de todas as tradições, totalmente seguras quanto ao desenvolvimento lendário, Ben Witherington III pôde mostrar que Jesus tinha uma compreensão suprema e transcendente de si mesmo. Baseado nas evidências, Witherington disse: "Jesus acreditava ser o Filho de Deus, o ungido de Deus? A resposta é sim. Ele se considerava o Filho do Homem? A resposta é sim. Ele se via como o Messias do fim dos tempos? Sim, ele se via dessa forma. Ele acreditava que alguém menos que Deus poderia salvar o mundo? Não, não creio que ele pensasse isso".

Quando Jesus disse: "o Pai é maior do que eu” (Jo 14.28). O que ele quer dizer com isso?


Quando Jesus disse: "o Pai é maior do que eu” (Jo  14.28). O que ele quer dizer com isso?


           No Evangelho de João, Jesus diz: "o Pai é maior do que eu” (Jo14.28). O que ele quer dizer com isso?
           Às vezes, quando Jesus faz afirmações diretas que parecem significar uma coisa à primeira vista, é necessário irmos um pouco além da superfície para resolver a aparente dificuldade. Nesse caso, não é necessário esse tipo de trabalho extra. Jesus queria dizer exatamente o que ele disse: “o Pai é maior do que eu Isto é, de certa forma, constrangedor para os cristãos porque temos essa doutrina sagrada da Trindade que descreve a unidade das três pessoas da Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo. Aqui, o Filho do Homem está dizendo que o Pai é maior do que ele. Essa é uma das razões pelas quais a igreja sempre professou uma doutrina chamada subordinação de Cristo.

Por que Deus nos ama tanto?


Por que Deus nos ama tanto?

           Essa é uma das perguntas mais difíceis de responder se pensarmos nela sob a perspectiva de Deus. Aqui estamos nós, suas criaturas, que fomos feitas à sua imagem com a responsabilidade de espelhar e refletir sua glória e sua retidão para todo o mundo.
          Nós o desobedecemos vezes sem conta, em todos os lugares e de todas as maneiras. Ao fazer isso, representamos mal o seu caráter diante de todo o universo.
          A Bíblia diz que a própria natureza geme esperando o dia da redenção da humanidade, porque a natureza sofre com nossa iniquidade: "Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora" Romanos 8:22