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TODOS OS CAMINHOS LEVAM A DEUS?



SERÁ QUE REALMENTE TODOS OS CAMINHOS LEVAM A DEUS? 


O que pensar dos que dizem: "Todos os caminhos conduzem a Deus. Uma religião é tão boa quanto a outra se a pessoa for sincera em sua crença"? 

Mas, isto é um terrível engano, pois, muitas vezes, por causa dessa tipo de pensamento enganoso, não poucos, depositam a sua fé em imagens, gravuras, santos, amuletos, encantamentos, espíritos, antepassados entre outras coisas. São até sinceros em sua fé, mas exercem a fé de forma errada, pois, depositam sua Fé em tudo quanto é coisa, menos na pessoa de Jesus Cristo. 

A Bíblia diz que Jesus Cristo é o único Caminho que conduz a Deus, o único caminho e o único mediador entre Deus e os homens "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem." 1 Timóteo 2:5 . 


Jesus disse: "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." João 14:6. Sendo assim entendemos que demos de dirigir nossa fé unicamente à Pessoa de Jesus Cristo.

A salvação, portanto, só pode ser conseguida por meio dele. Pois não há no mundo inteiro nenhum outro que Deus tenha dado aos seres humanos, por meio do qual possamos ser salvos. "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." Atos 4:12. Ler também Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. João 1:29 e
Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. 1 Coríntios 3:11


É possível nos salvarmos por nossos próprios esforços?


A Bíblia diz: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie;" Efésios 2:8,9 
 A ainda diz mais: "Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Jesus, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada." Gálatas 2:16; 
"Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens, Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador; Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna." Tito 3:3-7  
Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, 1 Pedro 1:18,19



Porque o cristão precisa ir à igreja?




Porque o cristão precisa ir à igreja?



O cristão precisa pertencer a uma igreja local? Porque é necessário o cristão ir à igreja para congregar? Estas são perguntas que podem surgir no decorrer da caminhada de muitos cristãos, mas, vejamos o que a bíblia diz com relação a isso: "Não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia" (Hb 10:25). 


Quer sua igreja local seja grande, quer seja pequena, ou um ponto de pregação, alegre-se em orar com os irmãos, participar da ceia do Senhor, ouvir a Palavra de Deus, compartilhar os dons espirituais e assistir aos mais necessitados. Tenha a alegria de congregar! Ame a Cristo, ame também a Igreja que é o seu corpo.


É notório, nos dias atuais, o crescimento dos famosos “sem igreja” ou mais comumente denominados de “desigrejados”. São pessoas que não são oficialmente ligados a qualquer instituição convencional de culto religioso cristão, e que propagam a ideia de que o cristão não tem que pertencer a uma igreja local. Um dos maiores perigos deste movimento é a falsa ideia de que: já que a "igreja sou eu", não preciso frequentar os cultos regulares, nem ser membro de uma igreja local.


Os adeptos deste movimento dos desigrejados infelizmente são pessoas levadas pelo terrível engano de pensar que um individuo sozinho é uma igreja. Sabemos que a igreja é composta por todos aqueles que servem a Cristo. É necessário entender que a palavra igreja é sempre utilizada na bíblia para se referir aos crentes como um todo, se refere ao coletivo de crente e não ao crente como individuo, tanto é que, na bíblia a igreja é descrita como um corpo, onde cada membro esta ligado um ao outro. 


 


 A Igreja é a união de todos aqueles que foram chamados por Deus, os quais, pela ação do Espírito Santo, creem que Jesus Cristo é o Filho Unigênito de Deus enviado ao mundo para redimi-los de seus pecados. É por isso que a Igreja é definida como sendo o corpo de Cristo (Efésios 1:22,23). Igreja sendo o corpo de Cristo, ela representa o coletivo de fieis, assim como uma colmeia é o coletivo de abelha e alcateia o coletivo de lobos... A igreja não é formada por um único crente, assim como um corpo não é formado por um único órgão, uma colmeia não é formada de uma única abelha, ou uma alcateia por um único lobo, isso seria totalmente ilógico, não é mesmo. 



Vejamos o conceito e definição da palavra igreja? 



A palavra “Igreja” traduz o latim ecclesia, que por sua vez vem do grego ekklesia, que basicamente significa “assembleia pública”, ou algo como “reunião dos que foram chamados”. É comum escutar que Igreja significa “chamados para fora”. Isso acontece porque o termo grego original é formado por uma combinação de duas palavras que significam “chamar” e “fora”.


De fato teologicamente essa é uma verdade absoluta com relação à Igreja, no sentido de que os membros do corpo de Cristo foram chamados para viverem fora do padrão pecaminoso do mundo. Porém não é exatamente nesse sentido que a palavra “Igreja” é empregada na Bíblia.


Os escritores neotestamentários empregaram o grego ekklesia no sentido de “reunião de pessoas”, “ajuntamento” ou “assembleia”. No Antigo Testamento, os autores bíblicos utilizaram o hebraico qahal, que significa “multidão humana reunida”, para designar a assembleia do povo de Deus (Deuteronômio 10:4; 23:2,3; 31:30; Salmos 22:23). Já na Septuaginta, esse mesmo termo geralmente é traduzido pelo grego ekklesia.







Mesmo no Novo Testamento, por duas vezes o termo ekklesia é utilizado para se referir à assembleia dos israelitas (Atos 7:38; Hebreus 2:12). Mas em todas as outras ocorrências, ekklesia designa a Igreja Cristã, tanto no sentido de sua pluralidade nas comunidades locais (Romanos 16:16; 1 Coríntios 4:17; 7:17; 14:33; Colossenses 4:15) quanto em seu aspecto universal, destacando sua unidade, ou seja, só há uma única Igreja (Atos 20:28; 1 Coríntios 12:28; 15:9; Efésios 1:22).


Há quem pense que se pode amar Cristo, mas não a sua Igreja. Uma das coisas mais significativas no Novo Testamento, a partir do ministério dos apóstolos, era o amor deles pela Igreja. Esse amor só foi possível por causa do exemplo maior de Jesus Cristo, o fundador da Igreja. A igreja local é formada por pessoas que se reúnem para adorar, congregar e servir a Deus. Precisamos refletiremos sobre as nossas responsabilidades quanto ao lugar no qual desenvolvemos nossa comunhão com o Pai Celeste e com os irmãos em Cristo. A igreja local é um ambiente de adoração, comunhão e serviço. 



O sumo sacerdote usava uma corda amarrada na cintura, verdade ou mito?


A corda amarrada na cintura do sumo sacerdote, verdade ou mito?




Quem nunca ouviu alguma pregação ou estudo bíblico, falando sobre uma tal corda que era amarrada na cintura do sumo sacerdote, para que as pessoas pudessem puxa-lo, caso ele estivesse em pecado, quando ele entrava no Santo dos Santos.



É melhor não dar muita corda pra essa "estória", pois além de nenhum embasamento bíblico ou teológico, a narrativa de que o sumo sacerdote entrava no Lugar Santíssimo com uma corda amarrada na cintura ainda cheira a lenda, oriunda de escritos judaicos do século 13, na Espanha!



O professor da EBD deve saber diferenciar o que é conteúdo bíblico, o que é conteúdo histórico relevante e o que é mito ou lenda! Muitas vezes, antigos textos judaicos lançam luz sobre passagens difíceis da mesma forma que descobertas arqueológicas nos ajudam a entender melhor o mundo antigo das Escrituras.



Infelizmente, como as próprias Escrituras, essas fontes antigas também podem ser mal utilizadas. Este artigo, escrito por Wave Nunnally, Ph.D., tratará de um exemplo do uso indevido de materiais antigos. Nunnally é Professor de Early Judaism and Christian Origins na Evangel University e é instrutor regular em Israel e na Jordânia para o Center for Holy Lands Studies.



Quase todos ouviram a explicação de que quando o Sumo Sacerdote entrava no Santo dos Santos no Dia da Expiação ( Yom Kippor ), ele usava uma corda ao redor de sua cintura ou tornozelo. Deste modo, ele poderia ser removido se fosse atingido por sua pecaminosidade. Uma pergunta fácil que todos nós precisamos aprender a perguntar neste ponto é: "Qual é a fonte desse material?"



De fato, esta história se origina no Zohar , um trabalho do século 13 dC que se originou na Espanha. Também ensina gnosticismo, teosofia, misticismo, reencarnação, numerologia e astrologia. Não é uma fonte que qualquer versão do judaísmo tenha usado para determinar crença ou prática, e é rejeitada como fonte de reconstrução histórica por estudiosos e líderes religiosos judeus. Uma versão da história é encontrada emEmor 102a:



Uma corrente foi amarrada aos pés do Sumo Sacerdote quando ele entrou no Santo dos Santos, de modo que se ele morrer lá eles o tirarão, pois é proibido entrar lá. Como eles sabiam se ele estava vivo ou não? Por uma tira de cor carmesim. Se sua cor não se tornasse branca, era conhecido naquele tempo que o padre estava lá em pecado. E se ele saísse em paz, era conhecido e reconhecido pela cinta carmesim que ficava branca… Se não… todos sabiam que a oração deles não era aceita.



Observe as mudanças modernas na história: corda versus corrente, tornozelo / cintura versus pés, já não se ouve mais sinos contra a pulseira vermelha. Note também que ensina que se um ritual do Dia da Expiação não é realizado com sucesso, Deus não pode ouvir as orações de seu povo. Assim, desde que o ritual do Dia da Expiação não foi realizado adequadamente desde a destruição do templo em 70 dC, isso significaria que Deus não ouviu orações desde o ano 70 dC!



Outra versão da história aparece em Acharei Mot 67a:
Depois ... ele pretende entrar ... o Santo dos Santos ... Um cordão de ouro pendurado em sua perna, por medo de que ele morresse no Santo dos Santos, e eles precisariam para tirá-lo com essa corda.
Aqui, o Zoharparece autocontraditória: cadeia versus corda, pés versus perna, cinta carmesim versus nenhuma menção da cinta carmesim.



Textos judaicos verdadeiramente antigos demonstram que a história do Zohar criaria um problema conhecido como chatsitsah : uma vez que a Escritura decreta o que o Sumo Sacerdote deve usar no Santo dos Santos (Lv 16: 4, 32, etc.), qualquer acréscimo às suas vestes constituem desobediência ao mandamento divino. Apenas um texto rabínico descreve a morte de um Sumo Sacerdote no Santo dos Santos (Talmud Babilônico Yoma 19b).



Muito mais tarde fontes como Maimonides, Rashi e o autor de Aruch HaShulchande fato, afirmam que "muitos" sumo sacerdotes morreram no Santo dos Santos, mas não mencionam uma corda e datam dos tempos medievais e posteriores. Outra história descreve um Sumo Sacerdote que demorou tanto em oração que seus colegas ficaram preocupados, entraram no Santo dos Santos e o levaram para fora ( Yoma 53b). Nenhuma dessas histórias menciona uma corda ou corrente usada para extrair o Sumo Sacerdote. A própria Bíblia é totalmente omissa em todos esses assuntos.



Tal "conhecimento interno" é desanimador porque sugere que apenas pessoas "especiais" podem realmente entender as Escrituras. Tentar acrescentar interesse ou entusiasmo às Escrituras também é perigoso, porque envia a mensagem de que a Bíblia não é suficiente "para nos equipar para toda boa obra" (2Tm 3:15, 17).



Se mudarmos e suplementarmos as Escrituras para servir às nossas necessidades, rapidamente nos tornamos relativistas e pós-modernos. Além disso, esta é a abordagem da Bíblia tomada por cultos pseudo-cristãos. Certamente não queremos nos dessensibilizar adotando suas práticas, preparando-nos para aceitar suas falsas mensagens. Esses caminhos acabam levando à nossa aceitação da "palavra do homem" no lugar da "Palavra de Deus".



Uma é a verdade, que nos liberta; o outro eventualmente leva a mágoa e escravidão. Contexto e antecedentes realmente permitem nossa compreensão das Escrituras, e fontes antigas são importantes nesse processo. Contudo, como acontece com as próprias Escrituras, a honestidade e a sensibilidade devem ser exercitadas para usá-las adequadamente!




Fonte: https://news.ag.org/en/Features/The-Myth-of-the-High-Priests-Rope?fbclid=IwAR3CL7CcsUHSZ75A7APVded-zGKdAKFurzVCL242VYB_Mttzff1IPvz1E3k



Quem é o Espirito Santo?

Quem é o Espirito Santo?

Quem é o Espirito Santo?



O Paracleto 



PARACLETO: Palavra do grego, que quer dizer intercessor, consolador, advogado. É traduzida como Consolador em Jo 14.16,26; 15.26; 16.7; e se refere ao Espírito Santo. É traduzida como Advogado em 1 Jo 2.1; onde é aplicado a Jesus Cristo.



O Consolador 



O Senhor Jesus prometeu aos seus discípulos que pediria ao Pai que lhes desse “outro Consolador”, “o Espírito da Verdade” (Jo 14. 16,17). Por esse Espírito, os apóstolos teriam a capacidade de desempenhar as suas tarefas especiais como mestres da igreja (Jo 14.26). Quando o Senhor Jesus retornasse à glória, então o Espírito capacitaria os apóstolos a colocar em prática o completo significado de tudo o que Ele tinha vindo fazer pelo seu povo (Jo 16.13).



Sustentado pelo Espírito, o Senhor Jesus decidiu firmemente ir a Jerusalém. Tanto no início quanto no final, Jesus resistiu à constante tentação de Satanás de salvar seu povo e estabelecer seu reino por outros meios exceto por aquele de morrer por eles, pelos pecados deles. Sendo Deus, Ele mesmo havia concedido a palavra profética: “Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqiiidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados” (Is 53.5),



Ele sabia que “nesse dia" as Escrituras deveriam ser cumpridas por meio dele. Assim, o nosso Salvador esteve sustentado pelo Espírito durante toda a sua obra redentora (Hb 9.14). Por meio do Espírito Ele pode dizer “está consumado”, e pode entregar seu espírito ao Pai. Pentecostes, Estava realmente consumado. Jesus morreu, mas ressuscitou dos mortos. Ele subiu aos céus. Agora Ele está glorificado. De acordo com sua promessa, Ele enviou seu Espírito (At 2.3,4).



Pedro chorou amargamente” após ter negado Jesus. Mas a partir do Pentecostes, cheio do Espírito Santo como o Consolador, a vitória absoluta encheu seu coração. Agora, “cheio do Espírito Santo” como o “Espírito da verdade”, Pedro teve a visão das “coisas que haviam de vir”. Cheio do Espírito Santo, ele proclamou com ousadia que Jesus não tinha sido, em última análise, entregue à morte pelo povo, pelos fariseus, por Pilatos nem mesmo por Satanás. Foi “pelo determinado conselho e presciência de Deus” que tudo aquilo se realizou (At 2.23).



Aquilo que as “mãos de injustos” tinham feito agora estava derrotado. Era impossível que Ele pudesse ser retido pelas “ânsias da morte” (2.24). Davi, o profeta, tinha dito que sua alma não ficaria no inferno e que sua carne não veria corrupção (SI 16.10), e o Espírito ensinou Pedro a enxergar o Senhor como o Cristo ressuscitado (At 2.25-36).



Ser cheio do Espírito Santo.



As Escrituras ensinam que existe o Pai, o Filho e o Espírito Santo (1 Co 12.4-6; Ef 4.4-6), e que todos os cristãos são batizados no Espírito quando estão em comunhão com o Corpo de Cristo (1 Co 12.13). Além disso, o Espírito Santo distribui dons espirituais particulares a quem Ele desejar (1 Co 12.4-11).



Ao mesmo tempo, a Bíblia fala de encher com o Espírito Santo, o que ocorre muitas e muitas vezes. Desta forma, embora exista somente um batismo no Espírito Santo (Ef 4.5), existem muitas ocasiões em que os cristãos são cheios com o Espírito (Ef 5.18). O exemplo incomparável do batismo no Espírito Santo ocorreu no Pentecostes como o cumprimento da promessa de Cristo de revestir os seus discípulos de poder sobrenatural (Lc 24.49; At 1.4,5,8; 2.1-12).



Exemplos semelhantes do batismo no Espírito Santo ocorreram em Samaria (At 8.14-17), com Saulo de Tarso quando Ananias impôs as mãos sobre ele (At 9.17), na casa de Cornélio (At 10.44,45) e em Éfeso, para os discípulos de João Batista (At 19.6). Em continuidade a estes batismos iniciais no Espírito, houve muitas ocasiões em que as pessoas foram cheias do Espírito Santo (por exemplo, At 4.8,31; 13.9,52); Veja Batismo no Espírito.


O QUE É EVANGELIZAÇÃO?




O QUE É EVANGELIZAÇÃO? 



É o ato de comunicar o evangelho. É o ato de evangelizar. A palavra “evangelização” indica ação, significando “pregar o evangelho”.

Mas o que é evangelizar? Devo dizer que não existe unanimidade quanto a este conceito. Existem dois conceitos básicos sobre o que seria evangelizar:

Evangelizar é a comunicação do evangelho à alguém de tal maneira que este pudesse tomar uma decisão consciente de aceitação ou rejeição à pessoa de Jesus Cristo como Senhor e Salvador.
Evangelizar é a comunicação do Evangelho seguida da conversão do ouvinte.

Diante deste dilema, fica a pergunta: quando podemos considerar alguém evangelizado?

Quando uma pessoa ouve o evangelho e encontra-se capaz de decidir se quer ou não seguir a Jesus, ou quando ouve o evangelho e toma a decisão de seguir a Cristo?

O segundo conceito é equivocado. Porque este define a evangelização em termos de um efeito produzido na vida dos outros. Os missionários que lutam muito, às vezes sem ver nenhuma conversão, poderíamos dizer que eles não estão evangelizando? De maneira nenhuma. Sabemos pelas escrituras que o Evangelho deve ser pregado por todos os cristãos, mas quem convence e opera o novo nascimento é o Espírito Santo (Jo 3:7, 8; Ez 36:26 e 27).

Sabemos ainda que Deus deu ao homem capacidade volitiva para decidir se quer ou não seguir a Cristo. O evangelista lança a semente, mas o Senhor dá crescimento. O Evangelista lança redes mas o Senhor traz os peixes. E o ouvinte se entrega ou rejeita a Cristo. O Dr. Peter Wagner e o Dr. John Stot definiram da seguinte forma o conceito da evangelização:

“A natureza da evangelização é a comunicação das boas novas. O propósito da evangelização é dar aos indivíduos e grupos uma oportunidade válida para aceitarem a Jesus Cristo. A meta da evangelização é persuadir homens e mulheres para que cheguem a ser discípulos de Jesus Cristo e sirvam a Ele na comunhão de sua Igreja.”

Diante desta definição, queremos destacar três aspectos que constituem a ação evangelizadora:

Proclamação: Seria a comunicação ao pecador a respeito de sua condição de escravo do pecado, da natureza e conseqüência dessa escravidão, do amor de Deus e Sua providência em Jesus Cristo para salvação deste e da chamada divina para uma decisão por Cristo Jesus;

Convencimento – O evangelista nesta ação, seria apenas um instrumento nas mãos do Espírito. Pois é o Espírito que convence e muda o coração do pecador;

Integração – Depois da conversão do pecador, este deve ser levado a um compro-misso com o corpo visível de Cristo (a Igreja), onde seria discipulado e levado ao desenvolvimento e amadurecimento da sua fé em Cristo Jesus (Ef 4:12,13).

O fato de evangelizar significa: Ganhar vidas para Edificar.

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. - 2 Coríntios 5:17 acf

Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. - João 20:21 acf.

Como podemos ter certeza que Jesus realmente é o Messias prometido




JESUS — E só ELE — ENQUADRA-SE NO PERFIL DO MESSIAS PROMETIDO.



Como podemos ter certeza que Jesus realmente é o Messias prometido?



Centenas de anos antes de Jesus nascer, os profetas predisseram a vinda do Messias, do Ungido, que haveria de redimir o povo de Deus. Na verdade, dezenas dessas profecias do Antigo Testamento criaram um perfil ao qual somente o verdadeiro Messias poderia corresponder. Isso deu a Israel um instrumento para descartar impostores e validar as credenciais do Messias autêntico. Dentro de possibilidades infinitamente pequenas — uma em um trilhão elevado à décima quinta potência — Jesus, e apenas ele em toda a história, enquadrou-se nesse perfil. Isso confirma a identidade de Jesus com um grau incrível de certeza.



Nas Escrituras hebraicas, que os cristãos chamam de Antigo Testamento, há inúmeras profecias sobre a vinda do Messias, que seria enviado por Deus para redimir o seu povo. Na verdade, essas predições constituem um tipo de impressão digital figurativa que somente o Ungido poderia ter. Assim, os israelitas eram capazes de eliminar todos os impostores e validar as credenciais do Messias autêntico.



A palavra grega para "Messias" é Cristo. Mas será que Jesus era realmente o Cristo? Será que ele cumpriu miraculosamente as predições escritas centenas de anos antes do seu nascimento? E como podemos saber se ele foi de fato o único indivíduo em toda a história que satisfez as impressões digitais proféticas? Ao lermos as escrituras entendemos que sim, Jesus é realmente o Messias prometido, ele cumpriu miraculosamente todas as profecias (que foram escritas centenas de anos antes de seu nascimento), ele é o único individuo que se enquadra no perfil do Messias.



Veja abaixo a entrevista de entrevista que Lee Stronbel (ex-ateu) fez com Louis S. Lapides (judeu convertido ao cristianismo e mestre em teologia). 



Normalmente, a igreja seria um lugar natural para questionar alguém a respeito de uma questão bíblica. Mas quando me sentei na companhia do pastor Louis Lapides no santuário de sua congregação, logo após o culto dominical matutino, senti que havia algo diferente ali. Aquele cenário, com bancos e vitrais, não era exatamente o lugar onde normalmente encontraríamos um jovem judeu de Newark, Nova Jersey.



Mas era esse o seu histórico. Para alguém com uma herança dessas, saber se Jesus era o Messias tão esperado vai muito além da teoria. É algo muito pessoal, por isso procurei Lapides para ouvir a história de sua investigação particular dessa questão crítica.



Lapides é formado em teologia pela Universidade Batista de Dallas e é mestre em teologia do Antigo Testamento e em estudos semíticos pelo Seminário Teológico Talbot. Serviu durante dez anos nos Chosen People Ministries, falando de Jesus a estudantes judeus. Lecionou no departamento de Bíblia da Biola University e trabalhou durante sete anos como instrutor nos seminários da Walk Through the Bible. É também ex presidente de uma rede nacional de 15 congregações messiânicas.



Lapides é magro, usa óculos, tem a fala serena, mas sorri com facilidade. Foi com muita simpatia e polidez que ele me conduziu a uma cadeira próximo da entrada da Beth Ariel Fellowship, em Sherman Oaks, na Califórnia. Eu não queria começar logo de imediato a discutir nuanças bíblicas; em vez disso, pedi-lhe que me narrasse a história de sua jornada espiritual.



Ele cruzou as mãos sobre o colo e fitou as paredes de madeira escura por um momento, enquanto pensava por onde começar. Depois, passou a contar uma história extraordinária que nos levou de Newark para Greenwich Village, do Vietnã a Los Angeles, do ceticismo à fé, do judaísmo ao cristianismo, de um Jesus sem importância ao Jesus Messias.



— Como você sabe, vim de uma família judia — disse ele inicialmente. — Freqüentei uma sinagoga conservadora durante sete anos em preparação para o bar mitzvah. Embora considerássemos os estudos preparatórios muito importantes, a religião de minha família não afetava muito nossa vida cotidiana. Não deixávamos de trabalhar no sábado; nem sequer seguíamos a dieta kasher. Ele sorriu. — Porém, nos dias santos, íamos à sinagoga mais ortodoxa, porque meu pai achava que era ali que tínhamos de ir se quiséssemos levar Deus realmente a sério!



Quando interrompi para perguntar o que seus pais haviam lhe ensinado sobre o Messias, Lapides foi lacônico. — Nunca tocaram no assunto — disse ele sem se alterar. Era inacreditável. Achei que não havia entendido. — O senhor quer dizer que o assunto nem sequer era discutido? — perguntei. — Nunca — ele reiterou. — Não me lembro nem mesmo de estudar a questão na escola judaica.



Era surpreendente. — E quanto a Jesus? — perguntei. — Falavam a respeito dele? Mencionavam seu nome? — Só pejorativamente — respondeu Lapides. — Basicamente, nunca discutíamos sobre ele. Minhas impressões sobre Jesus formaram-se pelo que eu via nas igrejas católicas: a cruz, a coroa de espinhos, o lado perfurado, o sangue escorrendo da testa. Não fazia sentido para mim. Por que adorar um homem crucificado com pregos nas mãos e nos pés? Nunca achei que Jesus tivesse alguma relação com o povo judeu. Para mim, ele era o deus dos gentios.



Eu suspeitava que as atitudes de Lapides em relação aos cristãos tinham ido além de mera confusão sobre sua fé. — O senhor achava que os cristãos estavam na raiz do antisemitismo? — indaguei. — Víamos os gentios como sinônimo de cristãos, e éramos instruídos a ser cautelosos, porque poderia haver anti-semitismo entre os gentios — disse ele com um tom um tanto diplomático.



Procurei aprofundar um pouco mais a questão. — O senhor diria que acabou desenvolvendo algumas atitudes negativas em relação aos cristãos? Dessa vez, ele não pesou as palavras. — Foi de fato o que aconteceu — disse ele. — Na verdade, quando o Novo Testamento me foi apresentado pela primeira vez, mais tarde, achava que seria simplesmente um manual básico de anti-semitismo: como odiar os judeus, como matá-los, como massacrá-los. Achava que o Partido Nazista Americano poderia utilizá-lo tranqüilamente como manual.



Balancei a cabeça, triste em saber quantas crianças teriam crescido achando que os cristãos eram seus inimigos. Começa a busca espiritual Lapides conta que vários incidentes minaram sua fidelidade ao judaísmo durante sua fase de crescimento. Curioso acerca dos detalhes, pedi-lhe que se estendesse um pouco mais, e ele de imediato passou a falar do que foi claramente o episódio mais doloroso de sua vida.



— Meus pais se divorciaram quando eu tinha 17 anos — disse ele, e, surpreendentemente, depois de todos esses anos, dava ainda para perceber a mágoa em sua voz. — Foi como uma punhalada na fé que eu trazia no coração, fosse ela do jeito que fosse. Pensei: "Onde é que Deus entra nisso? Por que não procuraram aconselhamento com um rabino? Para que serve a religião se, na prática, é incapaz de ajudar as pessoas?" Era óbvio que ela era incapaz de preservar o relacionamento dos meus pais.



Quando se separaram, senti como se tivesse perdido uma parte de mim. Além disso, no judaísmo, eu não sentia que tivesse uma relação pessoal com Deus. Participei de inúmeras cerimônias e tradições muito bonitas, mas era o Deus distante e alienado do monte Sinai que dizia: "Eis aqui a minha lei; viva por ela, e você se dará bem. Até mais tarde". Eu, então um adolescente com os hormônios em ebulição, me perguntava: "De que modo Deus participa das minhas dificuldades? Será que ele me considera um indivíduo?" Eu achava que não.



O divórcio deu lugar a um tempo de rebelião. Seduzido pela música e influenciado pelos escritos de Jack Kerouac e Timothy Leary, Lapides passou muito tempo nos barzinhos de Greenwich Village e não tinha tempo para a escola, tornando-se refém da bebida. Em 1967, estava do outro lado do mundo, a bordo de um navio cuja volatilidade da carga — munições, bombas, foguetes e outros explosivos — fazia dele um alvo tentador para os vietcongues.



— Lembro-me de que fomos informados no Vietnã de que "20% de vocês provavelmente serão mortos, e os outros 80% vão contrair alguma doença venérea ou ficarão viciados em bebidas alcoólicas ou drogas". Minhas chances de voltar normal não chegavam a 1%. Foi um tempo terrível. Vi muito sofrimento. Vi companheiros voltando para casa em caixões. Vi a devastação causada pela guerra. E encontrei anti-semitismo entre alguns fuzileiros. Uns que eram do Sul até queimaram uma cruz, certa noite. É possível que eu quisesse distanciar-me da minha identidade judaica, e talvez por isso comecei a envolver-me com religiões orientais.



Lapides lera livros sobre filosofias orientais e visitara templos budistas quando passou pelo Japão. — Fiquei extremamente incomodado com o mal que vi e tentei descobrir como a fé pode enfrentá-lo — ele me disse. — Eu costumava dizer: "Se existe um Deus, não me importa se o encontro no monte Sinai ou no monte Fuji. Vou ficar com ele de qualquer jeito".



Ele sobreviveu ao Vietnã, voltando para casa viciado em maconha e planos de se tornar sacerdote budista. Tentou levar o estilo de vida ascético de autonegação, esforçando-se por se livrar do carma ruim das más ações do passado, mas logo percebeu que nunca conseguiria compensar tudo o que fizera de errado.



Lapides ficou em silêncio por algum tempo. — Fiquei deprimido — ele continuou. — Lembro-me de tomar o metrô e pensar: "Talvez atirar-me nos trilhos seja a resposta. Eu podia ficar livre desse corpo e fundir-me com Deus". Estava muito confuso. Para piorar as coisas, comecei a experimentar LSD. À procura de um novo começo, ele decidiu mudar para a Califórnia, onde continuou sua busca espiritual.



— Fui a encontros budistas, mas eles eram vazios — ele contou. — Os budistas chineses eram ateus, os budistas japoneses adoravam estátuas de Buda, o zen-budismo era muito difuso. Fui a reuniões da cientologia, mas eles eram muito manipuladores. Os hindus acreditavam que os deuses cultivavam todas essas orgias loucas e em deuses que eram elefantes azuis. Nada disso fazia sentido; nada me satisfez.



Ele chegou até a acompanhar amigos a reuniões com características satanistas. — Eu olhava e pensava: "Tem algum poder em ação aí, e não é um poder bom". Mergulhado em meu mundo alucinado por drogas, eu dizia aos meus amigos que acreditava que existe um poder maligno que é maior que eu, que pode agir em mim, que existe como entidade. Tinha visto mal suficiente na vida para crer nisso. Olhou para mim com um sorriso irônico: — Creio que aceitei a existência de Satanás antes de aceitar a de Deus. "Não consigo crer em Jesus"



O ano era 1969. A curiosidade de Lapides levou-o a visitar Sunset Strip para ver um evangelista que se acorrentara a uma cruz de dois metros e meio de altura, para protestar contra os donos de bares que tinham conseguido proibi-lo de trabalhar nas ruas. Ali, na calçada, Lapides encontrou alguns cristãos que começaram uma discussão sobre coisas espirituais com ele. Com certa arrogância, começou a esbanjar filosofia oriental. — Não existe Deus lá em cima — ele dizia, apontando para o céu. — Nós somos Deus. Eu sou Deus. Vocês são Deus. Vocês só precisam aceitar isso.



— Bem, se você é Deus, por que não cria uma pedra? — alguém lhe perguntou. — Faça alguma coisa aparecer. É isso o que Deus faz. Lapides, com a mente anuviada pelas drogas, imaginou que estava segurando uma pedra. — Muito bem, então vejam, aqui está uma pedra — ele disse, estendendo a mão vazia.



O cristão zombou dele. — Essa é a diferença entre você e o Deus verdadeiro — ele disse. — Quando Deus cria algo, todos podem vê-lo. É objetivo, não subjetivo. Isso calou fundo em Lapides. Depois de pensar no assunto por algum tempo, disse a si mesmo: "Quando eu encontrar Deus, ele terá de ser objetivo. Estou cheio dessa filosofia oriental que diz que está tudo na minha mente e que posso criar minha realidade. Deus deve ser uma realidade objetiva se quiser ter significado além da minha imaginação".



Quando um dos cristãos mencionou o nome de Jesus, Lapides tentou se desvencilhar com sua resposta padrão: — Sou judeu. Não posso crer em Jesus. Nisso um pastor entrou na conversa. — Você conhece as profecias sobre o Messias? — ele perguntou. Lapides foi apanhado desprevenido. — Profecias? Nunca ouvi falar delas.



O pastor deixou Lapides perplexo, citando algumas predi-ções do Antigo Testamento. "Um momento!", pensou. "Ele está citando minhas Escrituras hebraicas! Como Jesus pode estar nelas?" Quando o pastor lhe ofereceu uma Bíblia, Lapides se manteve cético. — O Novo Testamento está aí dentro? — perguntou. O pastor fez que sim com a cabeça. — Está bem, vou ler o Antigo Testamento, mas não vou nem abrir o Novo — disse.



Novamente ele ficou surpreso com a resposta do pastor. — Está bem. Leia apenas o Antigo Testamento e peça ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de Israel, que lhe mostre se Jesus é o seu Messias. Porque eu sei que ele é. Ele veio primeiro para o povo judeu, para depois se tornar o salvador do mundo.



Para Lapides, essas eram informações novas. Informações intrigantes. Informações surpreendentes. Ele voltou ao seu apartamento, abriu o Antigo Testamento no primeiro livro, Gênesis, e se pôs a procurar Jesus entre palavras que tinham sido escritas centenas de anos antes de o carpinteiro de Nazaré ter nascido. "Transpassado por causa das nossas transgressões" — Não demorou muito — Lapides relatou — e eu estava lendo o Antigo Testamento todos os dias e encontrando uma profecia após outra.



Por exemplo, Deuteronômio falava de um profeta maior que Moisés, que viria e a quem deveríamos dar ouvidos. Pensei: "Quem pode ser maior que Moisés?". Tudo indicava que se tratava de uma referência ao Messias; alguém tão grande e respeitado como Moisés, mas um professor maior, com autoridade maior. Agarrei-me nisso e continuei procurando por ele.



Lapides foi avançando pela Escritura, até ficar paralisado por Isaías 53. De modo claro e específico, numa predição assombrosa envolta em bela poesia, aqui havia um quadro de um Messias que haveria de sofrer e morrer pelos pecados de Israel e do mundo; tudo escrito mais de 700 anos antes de Jesus andar pela terra.

Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca [...]. Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores. Isaías 53:3-12



Lapides reconheceu o quadro imediatamente: era Jesus de Nazaré! Agora ele estava começando a entender as pinturas que vira nas igrejas católicas em que entrara quando criança: Jesus sofredor, Jesus crucificado, Jesus que ele agora percebia que tinha sido "transpassado por causa das nossas transgressões", que "levou o pecado de muitos".



Os judeus no Antigo Testamento procuravam pagar por seus pecados por meio de um sistema de sacrifícios de animais, mas aqui estava Jesus, o supremo Cordeiro sacrificial de Deus, que pagou pelo pecado de uma vez por todas. Aqui estava a personificação do plano de redenção de Deus. Essa descoberta foi tão estupenda, que Lapides podia chegar apenas a uma conclusão: era uma fraude! Ele concluiu que os cristãos tinham reescrito o Antigo Testamento e distorcido as palavras de Isaías para fazer como se o profeta tivesse previsto a vinda de Jesus.



Lapides se propôs a desmascarar a fraude. — Pedi à minha madrasta que me enviasse uma versão do Antigo Testamento em hebraico, para que eu mesmo pudesse comprová-lo — ele me disse. — Ela enviou, e adivinhe! Descobri que lá dizia a mesma coisa! Agora eu tinha mesmo de encarar o fato. Jesus é judeu.



Uma após outra Lapides encontrou profecias no Antigo Testamento; mais de 48 predições, no total. Isaías indicou o modo do nascimento do Messias (de uma virgem); Miquéias mostrou o lugar do seu nascimento (Belém); Gênesis e Jeremias especificaram sua ascendência (descendente de Abraão, Isaque e Jacó, da tribo de Judá, da família de Davi); os Salmos predisseram a traição que sofreria, sua acusação por testemunhas falsas, o modo da sua morte (transpassado nas mãos e nos pés, apesar de a crucificação ainda não ter sido inventada) e sua ressurreição (ele não se decomporia, mas ascenderia ao céu), e assim por diante.



Cada uma dessas profecias retirou um pouco do ceticismo de Lapides, até finalmente ele sentir-se disposto a dar um passo drástico. — Decidi abrir o Novo Testamento e ler apenas a primeira página — ele disse. — Com as mãos tremendo, lentamente virei as páginas de Malaquias para Mateus, olhando para o céu, para ver se algum raio iria me atingir!



As primeiras palavras de Mateus pareciam saltar da página: "Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão...". Os olhos de Lapides se arregalaram quando lembrou a primeira vez em que leu essa frase. — Pensei: "Incrível! Filho de Abraão, filho de Davi": estava tudo se encaixando! Passei para as narrativas do nascimento e, veja só: Mateus está citando Isaías 7.14: "A virgem ficará grávida e dará à luz um filho".



Depois vi que ele citava o profeta Jeremias. Fiquei ali pensando: "Você sabe, todos estes são judeus. Onde entram os gentios na história? O que está acontecendo aqui?" Não consegui mais parar de ler. Li os quatro evangelhos e entendi que eles não eram o manual do Partido Nazista Americano; era a ação de Jesus no meio da comunidade judaica. Passei para o livro de Atos e — incrível! — eles estavam discutindo como os judeus podiam contar a história de Jesus aos gentios. Os papéis estavam invertidos!



As profecias cumpridas foram tão convincentes que Lapides começou a dizer aos seus conhecidos que achava que Jesus era o Messias. Na época, isso era uma mera possibilidade intelectual para ele, mas as implicações eram muito sérias. — Entendi que, para aceitar a Jesus em minha vida, teria de haver algumas mudanças significativas na maneira como eu estava vivendo — explicou. — Teria de encarar de modo diferente as drogas, o sexo etc. Eu não tinha entendido que Deus me ajudaria a fazer essas mudanças; achava que eu mesmo tinha de limpar a minha vida.



Epifania no deserto 



Lapides e alguns amigos partiram para o deserto de Mojave. Espiritualmente ele se sentia em meio a um conflito. Tivera pesadelos com cães atacando-o de várias direções ao mesmo tempo. Sentado entre os arbustos do deserto, lembrou-se das palavras que alguém dissera em Sunset Strip: "Ou você está do lado de Deus ou do lado de Satanás".



Ele cria na corporificação do mal; e não era desse lado que queria ficar. Assim, Lapides orou: "Deus, tenho de chegar ao fim desta luta. Tenho de saber sem sombra de dúvida se Jesus é o Messias. Preciso saber se tu, como Deus de,Israel, queres que eu creia nisso". Enquanto me contava a história, Lapides hesitou, sem saber como pôr em palavras o que aconteceu em seguida. Ficou em silêncio alguns momentos. Depois disse:



— O melhor que posso dizer daquela experiência é que Deus falou objetivamente ao meu coração. Ele me convenceu, de modo experimental, de sua existência. E naquele instante, lá no deserto, eu disse em meu coração: "Deus, eu aceito a Jesus em minha vida. Não entendo o que devo fazer com ele, mas eu o quero. Consegui estragar a minha vida; preciso que o senhor me transforme".



E Deus começou a fazer isso, em um processo que continua até hoje. Ele explicou: — Meus amigos sabiam que minha vida tinha mudado e não conseguiam entender como. Eles diziam: "Alguma coisa aconteceu com você no deserto. Você não quer mais saber de drogas. Há algo diferente em você". Então eu respondia: "Bem, não sei explicar o que aconteceu. Tudo o que sei é que há alguém na minha vida, e é alguém santo, justo, que é fonte de pensamentos positivos sobre a vida, e eu me sinto muito bem". Essa última frase parecia dizer tudo. — Eu me sinto inteiro, novo, de um modo como nunca me senti antes [...].



Respostas a objeções



Lapides terminou sua história e recostou-se na cadeira. Não tive pressa em retomar a conversa. O santuário transmitia paz; o sol da Califórnia reforçava as cores vermelha, amarela e azul dos vitrais. Fiquei pensando na força da história de uma pessoa que encontrou a fé. Estava maravilhado com essa saga de guerra e drogas, de Greenwich Village, Sunset Strip e um deserto isolado, que à primeira vista não tinham ligação com o pastor atencioso de fala mansa sentado à minha frente.



Contudo, eu não queria ignorar as perguntas óbvias que sua história levantava. Com a permissão de Lapides, comecei fazendo aquela que estava em primeiro lugar em minha mente: — Se as profecias foram tão evidentes para você e apontavam de modo tão inquestionável para Jesus, por que mais judeus não o aceitam por Messias?



Era uma pergunta que Lapides se fizera muitas vezes durante essas três décadas desde que fora desafiado por um cristão a pesquisar as Escrituras hebraicas. — No meu caso, tomei tempo para lê-las — ele replicou. — É surpreendente, mas, apesar de os judeus serem conhecidos por seus estudos, nessa área há muita ignorância. Além disso, existem organizações anti missionárias que realizam conferências nas sinagogas para tentar provar que as profecias messiânicas têm outras interpretações.



Os judeus as ouvem e usam como desculpa para não estudar as profecias pessoalmente. Dizem: "O rabino me disse que não é nada disso". Eu lhes pergunto: "Você acha que o rabino levantou objeções que os cristãos já não ouviram antes? Estou querendo dizer que os estudiosos trabalham nisso há centenas de anos! Há muita literatura e respostas cristãs convincentes a esses desafios". Se alguém mostra interesse, eu o ajudo a avançar.



Perguntei sobre o ostracismo que um judeu enfrenta quando se torna cristão. — Isso realmente acontece — ele assentiu. — Algumas pessoas não se deixam conquistar pelas profecias messiânicas porque têm medo das repercussões: a provável rejeição pela família e pela comunidade judaica. Isso não é fácil de encarar. Pode acreditar, eu sei o que é isso!




FONTE: Livro Em defesa de Cristo - Lee Strobel - Editora Vida




PODE-SE CONFIAR NAS BIOGRAFIAS DE JESUS?

PODE-SE CONFIAR NAS BIOGRAFIAS DE JESUS?



Entrevista que Lee Strombel fez com Craig Blomberg (do livro Em Defesa de Cristo)


PODE-SE CONFIAR NAS BIOGRAFIAS DE JESUS?

Antes eu pensava que os evangelhos não passavam de propaganda religiosa, comprometidos pela imaginação e zelo evangelístico dos seus escritores. Contudo, Craig Blomberg, uma das principais autoridades do país sobre o assunto, montou uma defesa convincente de que eles refletem o testemunho ocular e trazem as marcas inconfundíveis da exatidão. Essas biografias são tão próximas dos fatos que não podem ser explicadas como invenções lendárias. De fato, as noções fundamentais dos milagres, ressurreição e divindade de Jesus remontam ao alvorecer do movimento cristão.

A MORTE DE JESUS NÃO FOI UMA FRAUDE

A MORTE DE JESUS FOI UMA FRAUDE?



A MORTE DE JESUS NÃO FOI UMA FRAUDE, ELA REALMENTE ACONTECEU




Trecho da entrevista de Lee Strobel com Dr. Alexander Metherell, M.D., Ph.D. (a entrevista está no livro em Defesa de Cristo de Lee Strobel)

Analisando as informações médicas e históricas, o Dr. Alexander Metherell concluiu que Jesus não poderia ter sobrevivido à tortura terrível da crucificação, muito menos à ferida que foi aberta em seu pulmão e coração. A idéia de que ele, de alguma forma, desmaiou na cruz e fingiu estar morto não tem nenhuma base factual. Os executores romanos eram horrivelmente eficientes, sabendo que poderiam ser mortos se alguma das suas vítimas descesse viva da cruz. E, mesmo que Jesus tivesse sobrevivido à tortura, sua condição deplorável jamais teria inspirado um movimento mundial baseado na premissa de que ele triunfou gloriosamente do túmulo.

JESUS ESTAVA REALMENTE CONVICTO DE QUE ERA O FILHO DE DEUS?


O FILHO DE DEUS


Indo até às primeiras de todas as tradições, totalmente seguras quanto ao desenvolvimento lendário, Ben Witherington III pôde mostrar que Jesus tinha uma compreensão suprema e transcendente de si mesmo. Baseado nas evidências, Witherington disse: "Jesus acreditava ser o Filho de Deus, o ungido de Deus? A resposta é sim. Ele se considerava o Filho do Homem? A resposta é sim. Ele se via como o Messias do fim dos tempos? Sim, ele se via dessa forma. Ele acreditava que alguém menos que Deus poderia salvar o mundo? Não, não creio que ele pensasse isso".

A travessia do Mar Vermelho

Como foi que dois milhões de pessoas puderam atravessar o Mar  Vermelho num tempo tão curto?

A travessia do Mar  Vermelho



Como foi que 2 milhões de pessoas puderam atravessar o mar vermelho em um período de tempo tão curto? ÊXODO 14:21-29

PROBLEMA: 

De acordo com o relato da travessia do Mar Vermelho, toda aquela multidão de israelitas fugitivos deve ter tido não mais do que 24 horas para atravessar a parte do Mar Vermelho que Deus preparou para que por ela passassem. Entretanto, de acordo com os números disponíveis, havia cerca de dois milhões de pessoas (veja Nm 1:45-46). Mas, para uma multidão desse tamanho, 24 horas não seriam suficientes para a travessia.

SOLUÇÃO: 

Primeiro, embora a passagem possa dar a idéia de que o tempo necessário para que a nação de Israel fizesse aquela travessia fosse curto, esta não é uma conclusão obrigatória. O texto afirma que Deus fez com que um forte vento oriental soprasse e recuasse as água "toda aquela noite" (Êx 14:21).
O versículo 22 parece indicar que logo na manhã seguinte a multidão de israelitas começou
a caminhada pelo leito feito dentro do mar. O versículo 24 afirma também: "Na vigília da manhã, o
Senhor... viu o acampamento dos egípcios". Finalmente, de acordo com o versículo 26, Deus disse a
Moisés: "Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem sobre os egípcios". Entretanto,
não há referência alguma sobre o tempo em que este comando foi dado, e não é obrigatória a
conclusão de que Israel tenha completado a ultrapassagem naquela mesma manhã.

Segundo, mesmo que admitamos que a travessia tenha levado 24 horas, isso não é assim tão
impossível como pode parecer. A passagem não diz que o povo cruzou o mar numa fila indiana, ou
que tenham tido de passar por uma faixa de terra seca da largura de uma rodovia dos nossos dias.
De fato, é muito mais provável que Deus tenha aberto uma secção de alguns quilômetros de largura
no mar. Isso certamente estaria de acordo com a situação, já que é muito provável que o
acampamento dos israelitas nas margens do Mar Vermelho se estendesse por uns cinco quilômetros.

Quando chegou a hora de o povo marchar sobre solo seco, provavelmente eles se moveram como
uma grande multidão, avançando como um exército que estivesse invadindo as linhas do inimigo.
Em Êxodo 13:18, o mar é chamado de Mar Vermelho. Em hebraico é yam suph, que pode
ser traduzido por "Mar dos juncos". Esta era possivelmente uma referência a uma parte do mar bem
mais ao norte do que hoje se chama Golfo de Suez. Parece ser este o caso, por várias razões.
Primeiro, o Golfo de Suez não era conhecido por ter juncos. Segundo, ele é muito mais ao sul do
que Pi-Hairote e Migdol, onde Israel acampou junto ao mar, de acordo com o versículo 2. Terceiro,
para que Israel atingisse a extremidade mais ao norte do Golfo de Suez, eles teriam de ter
atravessado uma grande extensão de deserto, e tal tipo de jornada não é indicado no texto.

O Mar de juncos não era simplesmente uma extensão de terra pantanosa e rasa. Isto é
evidente por pelo menos duas razões. Primeiro, o versículo 22 afirma que quando o mar foi
repartido, "as águas lhes foram qual muro à sua direita e à sua esquerda". Isso obviamente não
aconteceria se o mar fosse apenas um pântano. Segundo, depois que os egípcios entraram pelo mar
em perseguição a Israel, Deus instruiu Moisés a estender a mão sobre o mar, e as águas voltaram ao
seu nível normal e "cobriram os carros e os cavalarianos de todo o exército de Faraó, que os haviam
seguido no mar" (14:28). Esta não teria sido uma descrição correta se o "Mar de juncos" fosse
simplesmente uma extensão de terra pantanosa e rasa.

É possível que o mar tenha sido o que se conhecia como o Lago Ballah. Este lago, embora
tenha desaparecido em decorrência da construção do Canal de Suez, provavelmente não tinha mais
do que 20 ou 25 quilômetros de largura. É claro que não haveria problema algum para que toda
aquela multidão pudesse atravessar esta distância em um dia.

Mesmo que suponhamos que Israel tenha atravessado pela parte mais larga do Golfo de
Suez, isto também não é um problema. Se admitirmos que a extensão atual do golfo é comparável
com a sua extensão naquele tempo, é provável que ele tivesse, em média, não mais do que 65
quilômetros. Teria sido necessário caminhar a uma velocidade inferior a 3 quilômetros por hora para
cruzar aquela extensão de 65 quilômetros em 24 horas.


FONTE: Manual Popular de Duvidas Enigmas e 

Como é que na relativamente pequena arca de Noé couberam centenas de milhares de espécies?


Como é que na relativamente pequena arca de Noé couberam centenas de  milhares de espécies?


GÊNESIS 6:14ss - Como é que na relativamente pequena arca de Noé couberam centenas de milhares de espécies?

Como foi que Caim conseguiu uma esposa?


Como foi que Caim conseguiu uma esposa?

GÊNESIS 4:17 - Como foi que Caim conseguiu uma esposa?

Quem foi o Faraó de Êxodo?

Quem foi o Faraó de Êxodo?

ÊXODO 5:2 - Quem foi o Faraó de Êxodo?

HÁ ERROS NA BÍBLIA? Como sabemos que a Bíblia é verdadeira?

Como sabemos que a Bíblia é verdadeira?



HÁ ERROS NA BÍBLIA? COMO PODEMOS TER CERTEZA QUE A BÍBLIA É A VERDADE



Essa é uma excelente pergunta porque muita coisa está em jogo na fé cristã no que se refere à veracidade das Escrituras. A Bíblia é nossa fonte primária de informação sobre Jesus e sobre todas aquelas coisas que abraçamos como elementos de nossa fé. Sem dúvida, se a Bíblia não é verdadeira, então os cristãos professos estão em sérias dificuldades. Creio que a Bíblia é verdadeira. Creio que ela é a Palavra de Deus. Como o próprio Jesus declarou sobre as Escrituras: “A tua Palavra é a verdade”. Mas por que estou convencido de que a Bíblia é a verdade?



Examinamos o conteúdo das Escrituras para verificar se ela é coerente. Uma das coisas mais espantosas, sem dúvida, é que a Bíblia apresenta literalmente milhares de profecias históricas verificáveis, casos nos quais os eventos foram claramente preditos, e ambos, a predição e o cumprimento são uma questão de registro histórico. A própria dimensão do simples cumprimento da profecia das Escrituras do Antigo Testamento deveria ser suficiente para convencer qualquer pessoa de que estamos lidando com um tipo de literatura sobrenatural.


Sem dúvida, alguns teólogos têm dito que, com toda evidência que existe de que as Escrituras são verdadeiras, somente poderemos aceitá-las através da ação do Espírito Santo trabalhando em nós para superarmos nossos preconceitos e dificuldades contra as Escrituras e contra Deus. Em teologia isso é chamado de testemunho interno do Espírito Santo. Nesse ponto, quero enfatizar que, quando o Espírito Santo me ajuda a ver a verdade das Escrituras e a abraçar essa verdade, não é porque ele esteja me dando uma percepção especial que não dá a outras pessoas, ou que esteja me dando uma informação que ninguém mais tem. Tudo o que o Espírito Santo faz é mudar o meu coração, mudar minha disposição para com a evidência que já está lá. Penso que Deus mesmo plantou dentro das Escrituras uma coerência interna que dá testemunho de que essa é a sua Palavra.



Não há nem mesmo um só erro no texto original da Bíblia que tenha sido demonstrado.



Os críticos afirmam que a Bíblia está cheia de erros. Alguns falam, até mesmo, em milhares de erros. A verdade é que não há nem mesmo um só erro no texto original da Bíblia que tenha sido demonstrado. Isso não quer dizer que não haja dificuldades em nossas Bíblias, dificuldades de interpretação e tradução há sim, mas, realmente, não há erros nas Escrituras. Por quê? Porque a Bíblia é a Palavra de Deus, e Deus não pode errar. 



Vamos tratar isto de uma forma lógica, examinando as premissas:


  1. Deus não pode errar. 
  2. A Bíblia é a Palavra de Deus. 
  3. Portanto, a Bíblia está isenta de erros.



Como qualquer estudante de lógica sabe, este é um silogismo (uma forma de raciocínio)
válido. Assim, se as premissas são verdadeiras, as conclusões também são verdadeiras. Como
vamos mostrar, a Bíblia declara sem rodeios ser a Palavra de Deus. Ela nos informa também que Deus não pode errar. A conclusão, então, é inevitável: a Bíblia está isenta de erros. Se ela estivesse errada em qualquer coisa que afirma, então Deus teria cometido um erro. Mas Deus não pode cometer erros.


1 - Deus não pode cometer erros 


As Escrituras declaram enfaticamente que "é impossível que Deus minta" (Hb 6:18). Paulo
fala do "Deus que não pode mentir" (Tt 1:2). Ele é um Deus que, mesmo que não sejamos fiéis,
"permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo" (2 Tm 2:13). Deus é a
verdade (Jo 14:6) e assim também é a Palavra dele. Jesus disse ao Pai: "a tua Palavra é a verdade"
(Jo 17:17). O salmista exclamou: "As tuas palavras são em tudo verdade" (SI 119:160).



2 - A Bíblia é a Palavra de Deus


Jesus referiu-se ao AT como sendo a "Palavra de Deus", que "não pode falhar" (Jo 10:35). Ele disse:
"até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra"
(Mt 5:18). Paulo acrescentou: "Toda a Escritura é inspirada por Deus" (2 Tm 3:16). Ela veio "da
boca de Deus" (Mt 4:4). Embora tenham sido homens aqueles que escreveram as mensagens,
"nunca, jamais, qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens falaram da
parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe 1:21). Jesus disse aos líderes religiosos de seus dias que eles vinham "invalidando a palavra de Deus" pela sua própria tradição (Mc 7:13). Jesus chamou-lhes a atenção para a Palavra de Deus escrita quando repetidamente afirmou: "Está escrito ... está escrito ... está escrito ..." (Mt 4:4, 7,10). Esta frase aparece mais de noventa vezes no NT. É uma forte indicação da autoridade divina da Palavra de Deus escrita.


Dando ênfase à natureza inerrante da verdade de Deus, o apóstolo Paulo referiu-se às Escrituras como "a palavra de Deus" (Rm 9:6). O autor de Hebreus declarou que "a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração" (Hb 4:12).


3 - Portanto, a Bíblia está isenta de erros. 

Conclusão lógica: A Bíblia é isenta de erros.
Sim, Deus falou, e ele não titubeou. O Deus da verdade nos deu a Palavra da Verdade, e ela não contém inverdade alguma. A Bíblia é a inerrante Palavra de Deus. Ela é a verdade.




FONTES: Livro Boa Pergunta - R. C. Sproul; Manual 
Popular de Duvidas Enigmas e Contradições 
da Bíblia - Norman Geisler/Thomas Howe 

Quando Jesus disse: "o Pai é maior do que eu” (Jo 14.28). O que ele quer dizer com isso?


Quando Jesus disse: "o Pai é maior do que eu” (Jo  14.28). O que ele quer dizer com isso?


           No Evangelho de João, Jesus diz: "o Pai é maior do que eu” (Jo14.28). O que ele quer dizer com isso?
           Às vezes, quando Jesus faz afirmações diretas que parecem significar uma coisa à primeira vista, é necessário irmos um pouco além da superfície para resolver a aparente dificuldade. Nesse caso, não é necessário esse tipo de trabalho extra. Jesus queria dizer exatamente o que ele disse: “o Pai é maior do que eu Isto é, de certa forma, constrangedor para os cristãos porque temos essa doutrina sagrada da Trindade que descreve a unidade das três pessoas da Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo. Aqui, o Filho do Homem está dizendo que o Pai é maior do que ele. Essa é uma das razões pelas quais a igreja sempre professou uma doutrina chamada subordinação de Cristo.

O que diferencia o Deus dos cristãos dos outros deuses?

O que diferencia o Deus dos cristãos dos outros deuses?
Quais as características que diferenciam o Deus dos cristãos de outros deuses?

Talvez a mais singular característica do Deus cristão é que ele existe. Os outros não. Sem dúvida isso é razão de grandes debates como todos nós sabemos. Eu diria que as principais e mais importantes diferenças têm a ver, em última análise, com o caráter de santidade do Deus cristão. Vamos entrar numa discussão com outras pessoas que dizem que seus deuses são santos também. O que é único a respeito do Cristianismo entre todas a religiões do mundo é sua doutrina central de reconciliação definitiva que é oferecida às pessoas para lhes conceder a salvação. O judaísmo do Antigo Testamento tinha um dispositivo para a expiação de pecados, mas a maioria das religiões não têm nenhum dispositivo para expiação, basicamente porque não consideram que isso seja um pré-requisito para a redenção.

Por que Deus nos ama tanto?


Por que Deus nos ama tanto?

           Essa é uma das perguntas mais difíceis de responder se pensarmos nela sob a perspectiva de Deus. Aqui estamos nós, suas criaturas, que fomos feitas à sua imagem com a responsabilidade de espelhar e refletir sua glória e sua retidão para todo o mundo.
          Nós o desobedecemos vezes sem conta, em todos os lugares e de todas as maneiras. Ao fazer isso, representamos mal o seu caráter diante de todo o universo.
          A Bíblia diz que a própria natureza geme esperando o dia da redenção da humanidade, porque a natureza sofre com nossa iniquidade: "Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora" Romanos 8:22

Adão e Eva foram pessoas reais, ou apenas um mito?


Adão e Eva foram pessoas reais, ou apenas um mito?


PROBLEMA: Muitos eruditos modernos consideram os primeiros capítulos de Gênesis como um mito, e não os tomam como históricos. Mas a Bíblia apresenta Adão e Eva como pessoas reais, que tiveram filhos, dos quais todo o restante da humanidade proveio (cf. Gn 5:lss).

SOLUÇÃO: Há boas evidências para crermos que Adão e Eva tenham sido pessoas reais.
  • Primeiro, Gênesis 1-2 apresenta-os como pessoas reais, e até mesmo narra os importantes acontecimentos de suas vidas (o que é histórico). 

Pode-se confiar na Bíblia em questões de Ciência e de História?

Pode-se confiar na Bíblia em questões de Ciência e de História?





          Alguns têm sugerido que as Escrituras sempre podem ser confiáveis em questões de ordem moral, mas que nem sempre são corretas em questões históricas. Eles confiam na Bíblia no campo espiritual, mas não na esfera da ciência. Se isso fosse verdade, entretanto, negaria a autoridade divina da Bíblia, já que o espiritual, o histórico e o científico então freqüentemente Interligados. Um cuidadoso exame das Escrituras revela-nos que as verdades científicas (fatuais) e as espirituais são muitas vezes inseparáveis. Por exemplo, não se pode separar a verdade espiritual da ressurreição de Cristo do fato de que o seu corpo deixou para sempre vazio o seu túmulo e que depois ele apareceu fisicamente (Mt 28:6; 1 Co 15:13-19).

          Da mesma forma, se Jesus não tivesse nascido de uma mulher biologicamente virgem, então ele não seria diferente do resto da humanidade, sobre quem recai o estigma do pecado de Adão (Rm 5:12). Também a morte de Cristo por nossos pecados não pode ser separada do fato de que ele derramou literalmente o seu sangue na cruz, pois "sem derramamento de sangue, não há emissão"(Hb 9:22).

          A existência e a queda de Adão tampouco podem ser um mito. Se não tivesse havido literalmente um Adão, e se não tivesse havido de fato a queda, então o ensino espiritual quanto ao pecado herdado e quanto à morte física, dele decorrente, estaria errado (Rm 5:12). A realidade histórica e a doutrina teológica juntas permanecem ou juntas caem por terra. Além disso, a doutrina da encarnação é inseparável da verdade histórica de Jesus de Nazaré (Jo 1:1,14). E ainda, o ensino de caráter moral de Jesus quanto ao casamento baseou-se no que ele ensinou quando disse que Deus juntou literalmente um Adão e uma Eva em matrimônio (Mt 19:4-5). Em cada um destes casos, o ensino moral e o teológico perdem totalmente o sentido se desconsiderado o evento histórico e fatual. Negando-se que aquele evento ocorreu literalmente no tempo e no espaço, fica-se então sem uma base para crer na doutrina bíblica construída sobre ele.

          Com freqüência, Jesus comparou eventos do AT diretamente com importantes verdades espirituais. Por exemplo, ele relacionou sua morte e ressurreição com Jonas e o grande peixe (Mt12:40). Da mesma forma, sua segunda vinda foi comparada com os dias de Noé (Mt 24:37-39). Tanto as circunstâncias como as características de tais comparações deixam claro que Jesus estava afirmando que aqueles eventos foram fatos históricos, que realmente aconteceram. De fato, Jesus afirmou a Nicodemos: "Se tratando de coisas terrenas não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais?" (Jo 3:12). Em resumo, se a Bíblia não falasse com verdade a respeito do mundo físico, então ela não poderia ser digna de confiança ao referir-se ao mundo espiritual. Os dois mundos acham-se intimamente relacionados.

          A inspiração inclui não apenas tudo o que a Bíblia explicitamente ensina, mas inclui também tudo a que ela se refere. Isso é verdade quando a Bíblia se reporta à história, à ciência ou à matemática. Tudo o que a Bíblia declara é verdadeiro - podendo der tanto um ponto de maior como também de menor importância. A Bíblia é a Palavra de Deus, e Ele não se desvia da verdade em nenhum momento. Todas as partes das Escrituras são verdadeiras, assim como o todo que elas formam.

Se é inspirada, é inerrante

          A inerrância é uma decorrência lógica da inspiração. Porque inerrância significa verdade total, sem erros. E o que Deus profere (inspira) tem de ser completamente verdadeiro e sem erros (inerrante). Contudo, convém especificar com maior clareza o que significa "verdade" e o que
constitui um "erro". Verdade significa aquilo que corresponde à realidade. Um erro, então, é o que não corresponde à realidade. A verdade é dizer o que de fato é. Um erro é não dizer o que é. Conseqüentemente, nenhuma coisa errada pode ser verdadeira, mesmo que o autor pretendesse que o seu erro fosse algo verdadeiro. Um erro é um erro, não simplesmente alguma coisa que nos faça errar. De outro modo, toda expressão sincera poderia ser considerada verdadeira ainda que se tratasse de um erro grosseiro. Da mesma forma, algo não é verdadeiro simplesmente porque realiza o propósito que havia sido estabelecido, já que muitas mentiras são bem-sucedidas.
          A Bíblia vê claramente a verdade como aquilo que corresponde à realidade. O erro é entendido como sendo uma falta de correspondência à realidade, não como algo causado intencionalmente. Isso é evidente pelo fato de que a palavra "erro" é usada no caso de erros não-Intencionais (Lv 4:2). Na Bíblia inteira está implícita a visão de que a verdade baseia-se numa correspondência entre duas coisas. Por exemplo, quando os Dez Mandamentos declaram: "Não dirás falso testemunho" (Êx 20:16) significa que deturpar fatos está errado. Este mesmo conceito de verdade foi usado quando os judeus foram ao governador para falar a respeito de Paulo: "Tu mesmo, examinando-o, poderás tomar conhecimento de todas as coisas de que nós o acusamos". E, ao fazer isso, é como se eles estivessem dizendo: "É verdade, tu podes facilmente verificar os fatos" (cf. At 24:8).



FONTE: Manual Popular de Duvidas Enigmas e 
Contradições da Bíblia - Norman Geisler/Thomas howe



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